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14/12/2010 - IDG Now! Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Para aumentar segurança, banco acaba com senha numérica no caixa eletrônico

Por: Robinson dos Santos

Banco do Brasil passa a utilizar apenas código de acesso com letras e sílabas como forma de combater captura dos números por câmeras ocultas.

Para aumentar a segurança no uso de caixas eletrônicos, alguns bancos vêm obrigando seus correntistas a informar, além da senha, algum tipo de código de acesso – com números ou letras. Para um cliente com conta em três bancos, isso significa ter de decorar até seis senhas diferentes.

Desde o ano passado, contudo, correntistas do Banco do Brasil têm passado a utilizar, nos caixas eletrônicos, apenas uma dessas senhas – o código de acesso, com letras e sílabas – para efetuar operações, como saques. As operações em terminais de ponto de venda continuam exigindo senha numérica.

“A senha numérica deixou de ser exigida nos caixas eletrônicos justamente para protegê-la de mau uso em outros canais”, explica o gerente executivo da unidade de gestão de segurança do Banco do Brasil, Luiz Fernando Martins.

A mudança para o sistema de autenticação, iniciada em agosto de 2009, ocorreu de forma progressiva e escalonada - primeiro para os portadores de cartão sem chip e, depois, para os portadores de cartão com chip.

Em 2010, todos também passaram a utilizar códigos de acesso com letras e sílabas, no lugar do código com letras.

"Temos quase 56 milhões de correntistas. Se mudasse para todos, poderia causar tumulto e lentidão no atendimento", argumenta o gerente.

Adicionalmente, o fim da exigência de duas senhas também fez com que a operação do caixa eletrônico ficasse mais rápida, acrescenta Martins.

Chupa-cabras

O gerente explica que, eventualmente, golpistas instalam equipamentos (conhecidos como chupa-cabras) nos caixas eletrônicos, para copiar o conteúdo dos cartões e obter suas senhas.

Algumas vezes, os criminosos chegam a instalar câmeras ocultas para filmar a sequência digitada pelo cliente. “Temos cerca de 43 mil terminais hoje e seria muito difícil vigiá-los todos”, diz.

Ao todo, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o País tem cerca de 173 mil caixas eletrônicos.

O uso de equipamentos de clonagem de cartão e de roubo de senhas afeta até mercados mais desenvolvidos, como o dos Estados Unidos e o da Europa.

Em alguns Estados dos EUA, patrulhas chegam a inspecionar postos de gasolina de beira de estrada para procurar por equipamentos de clonagem - que, em alguns casos, transmitem os dados aos criminosos por redes Wi-Fi e celular.

Martins explica que a senha de maior valor para os golpistas é a senha numérica, porque ela é exigida no caso de compras no varejo ou no acesso ao Internet Banking.

Já o código de acesso com letras se baseia na associação de cada tecla lateral do caixa a uma lista de cinco letras ou sílabas diferentes, o que dificulta sua decifração por eventuais golpistas, afirma o gerente.

Senha segura

O uso combinado de letras e sílabas, em vez de apenas letras, também ajudou a tornar o código de acesso mais seguro, detalha o banco.

Em alguns casos de adulteração de caixa eletrônico, diz Martins, os golpistas chegam a embutir uma tela dentro da máquina, para fazer com que o correntista digite sua senha diretamente no computador dos bandidos.

“Para deduzir o código, os golpistas induziam o cliente a fazer a transação. Quando ele digitava a sequencia das letras, a máquina dava uma menasgem de erro e pedia a redigitação”, explica. Com isso, eles conseguiam descobrir o código.

O “pulo do gato” do Banco do Brasil, segundo Martins, foi usar a Teoria dos Conjuntos para criar um subconjunto diferente de códigos possíveis para cada cliente, com 25 letras ou sílabas.

“Cada cliente tem seu próprio conjunto de símbolos. Com isso, o caixa [que tiver uma tela adulterada] não vai exibir as letras que aquele determinado cliente tem de digitar”, diz o gerente.

Martins não forneceu números sobre a redução de golpes, mas garantiu que já foi possível sentir a diferença. “Percebemos uma brutal redução nas perdas reclamadas por fraude em outros canais”, diz.

Para 2011, o banco pretende começar a testar a adoção de leitores biométricos para autenticação de correntistas - a solução está em desenvolvimento, explica o gerente. A biometria pode até fazer com que as senhas sejam aposentadas de vez - para sacar o dinheiro bastará, por exemplo, encostar o dedo indicador na máquina. É esperar para ver.

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