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16/12/2010 - Brazilian Voice Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Família brasileira é condenada por golpe de US$ 55 milhões na Flórida

Por: Leonardo Ferreira

Wilson, 63 anos, e Valéria Barbugli, 57 anos, foram sentenciados a 18 e 24 meses de prisão, respectivamente, e seu filho, Eduardo Dozzi Barbugli, 31 anos, a 20 meses de detenção, que serão cumpridos em uma penitenciária federal.

Em 14 de outubro, o casal brasileiro Wilson, 63 anos, e Valéria Barbugli, 57 anos, foi sentenciado a 18 e 24 meses de prisão, respectivamente, por envolvimento em um esquema de vistos que gerou US$ 55 milhões. A prisão dos brasileiros foi resultado de uma investigação liderada pelo Departamento de Imigração (ICE) e o Departamento de Segurança Interna (HSI). A sentença foi lida pela Juíza Mary S. Scriven, da Corte Distrital da Flórida.

O casal foi considerado culpado de conspiração, fraude envolvendo vistos e tráfico de estrangeiros; como parte de um esquema elaborado que permitia aos ilegais trabalharem em locais destinados a residentes legais.

“Esses indivíduos orquestraram uma quadrilha de fraude de vistos em larga escala e conscientemente empregaram estrangeiros não autorizados a trabalharem nos Estados Unidos, comprometendo o sistema migratório da nação e colocando as vizinhanças em risco”, disse John Morton, diretor do ICE.

“A fraude envolvendo vistos representa uma vulnerabilidade que pode ser explorada por criminosos perigosos e até mesmo terroristas. Por isso, o ICE continuará a atuar em parceria com as autoridades de segurança na garantia de que aqueles que tentarem abusar do sistema paguem o preço por seus crimes”, acrescentou.

Como parte da sentença, a Corte também impôs um “julgamento monetário” no valor de US$ 55 milhões, que representa o lucro ilegal gerado durante as operações do esquema. Em 3 de dezembro, o filho do casal, Eduardo Dozzi Barbugli, 31 anos, foi sentenciado a 1 ano e 8 meses de prisão por envolvimento no esquema.

A família operava uma agência de trabalho temporário, que supria trabalhadores para mais de 160 hotéis na Flórida. As autoridades estimam que, através do esquema, entraram ilegalmente mais de 1 mil pessoas nos Estados Unidos. Segundo a promotoria pública, Eduardo e seus pais viviam no país ilegalmente e, portanto, correm o risco de serem deportados após cumprirem a sentença, segundo o diário Orlando Sentinel.

Segundo o ICE, a família aplicava para a obtenção de vistos H-2B. O visto H-2B é concedido para determinados profissionais estrangeiros e permite que eles trabalhem temporariamente nos Estados Unidos. Como parte da conspiração, os Barbugli apresentaram documentações falsas ao Governo e manipularam o os processos de obtenção dos vistos H-2B. A família apresentou contratos adulterados de hotéis com o objetivo de camuflar as atividades falsamente afirmaram que cidadãos norte-americanos haviam sido contratados quando na verdade não tinham.

Além disso, os réus alegaram não ter recebido qualquer pagamento por parte dos trabalhadores estrangeiros, quando na realidade eles pagavam entre US$ 350 e US$ 750, cada, para serem incluídos nas petições fraudulentas dos vistos H-2B.

Conforme um release divulgado pelo ICE, o casal utilizava firmas “laranjas” em várias petições para criar a ilusão de que companhias idôneas precisavam de mão-de-obra temporária. Essa estratégia era utilizada para enganar as autoridades e camuflar o fato de que todos os trabalhadores eram contratados por uma mesma empresa, a VR Services, ininterruptamente. A tática permitia que a VR Services tivesse uma quantidade permanente de mão-de-obra, que empregava estrangeiros ilegais em todos os EUA, em vagas que poderiam ser preenchidas por residentes legais.

O promotor público federal Robert E. O’Neil afirmou que “fraudes envolvendo vistos são uma ameaça à segurança interna. Empregadores que subvertem nossas leis migratórias motivados por ganância e dinheiro serão investigados e punidos conforme as penas da lei. Suas atividades não serão toleradas”.

Richard Walker, agente especial em cargo do Departamento Regional do Trabalho em Atlanta, do escritório do inspetor geral, do Departamento de Combate à Fraudes, disse que “a sentença de hoje destaca nossos esforços em investigar fraudes contra os programas de certificação estrangeira do Departamento do Trabalho. Esses réus falsificaram aplicações que permitiram que mais de 1 mil estrangeiros viessem ou permanecessem nos EUA. O escritório da Promotoria Pública e seus parceiros junto às autoridades legais continuam compromissados no combate a esse tipo de fraude”.

Jeffrey W. Culver, diretor do Departamento Nacional de Segurança Diplomática, disse que “o órgão está seriamente dedicado a trabalhar com a Promotoria Pública Federal e a Força Tarefa de Combate à Fraude a investigar e levar os violadores à justiça”.

“Hoje, a justiça foi cumprida ao sentenciar criminosos que exploram as leis migratórias para ganho pessoal. O USCIS está orgulhoso de ter ajudado na investigação e continuará trabalhando na manutenção da integridade do processo migratório”, disse Kathy Redman, diretora regional do ICE.

O caso foi investigado em conjunto com a Força Tarefa de Combate à Fraude de Documentos, uma entidade formada por vários órgãos que coordena investigações relacionadas às atividades fraudulentas envolvendo documentos migratórios. Fazem parte da Força Tarefa o ICE, o Departamento de Trabalho, o Departamento de Estado e o Departamento de Serviços Migratórios e Cidadania.

A promotora pública federal Stephanie E. Gorman foi responsável pelo caso.

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