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07/12/2010 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Banco conclui apuração de fraude de R$ 100 milhões na assembleia do PR

Nove funcionários do HSBC foram demitidos e 19 contas fechadas. Três diretores da assembleia estão presos por suspeita de desvios.

O diretor de relações institucionais do HSBC, Hélio Duarte, entregou na segunda-feira (6) ao Ministério Público (MP) o resultado de uma sindicância interna que apura o desvio de mais de R$ 100 milhões da Assembleia Legislativa do Paraná. Os recursos públicos foram desviados com um esquema que utilizava cheques em branco e a nomeação de funcionários fantasmas.

A suspeita de desvios foi divulgada em março deste ano. A investigação do MP aponta que eram usados atos secretos para nomear funcionários fantasmas. Três ex-diretores da Assembleia Legislativa do Paraná estão presos e sendo julgados.

A nomeação de funcionários fantasmas era uma das estapas da corrupção, que contava com irregularidades no gerenciamento e saque de dinheiro de contas ligadas à funcionários da assembleia. De acordo com as investigações do HSBC, laranjas assinavam cheques em branco, que depois eram preenchidos e descontados por terceiros. Os cheques ficavam no cofre de uma agência bancária responsável pela folha de pagamento dos funcionários da assembleia.

Além de guardar os cheques nos cofres, os funcionários envolvidos não identificavam as pessoas que faziam os saques. O banco demitiu nove funcionários e anunciou outras medidas: "cancelamento das 19 contas que foram utilizadas para movimentos irregulares e determinou a revisão dos procedimentos, reforçando, sendo mais rigoroso para que isso não aconteça novamente", explicou Duarte.

"Mesmo que um cheque esteja assinado pelo titular da conta, endossado pelo titular da conta, se uma pessoa difente vem ao banco para retirar em dinheiro ela tem que ser claramente identificada", disse.

Entre as 19 contas fechadas estavam a das agricultoras Jermina Leal e da filha, Vanilda. Elas foram incluídas irregularmente como funcionárias da assembleia, mas nunca trabalharam no local. Quando o esquema foi denunciado foram localizados R$, 1,6 milhões depositado na conta das agricultoras entre os anos de 2004 e 2009.

Nota
Veja abaixo a nota do banco sobre a sindicância:

"O HSBC confirma, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que desligou nove funcionários da área de varejo bancário no último dia 12 de novembro por conduta irregular caracterizada pelo não cumprimento de normas internas relacionadas com a movimentação de 19 contas correntes em Curitiba.

Esse foi é o principal resultado da sindicância interna em resposta ao pedido de informações pelas autoridades competentes que estão investigando denúncias de suposto desvio de recursos públicos na Assembléia Legislativa do Paraná.

A sindicância apurou que não houve irregularidade na abertura das contas correntes dos servidores da Assembléia, comprovou que era verdadeira a documentação utilizada na abertura das contas e não identificou participação irregular de seus funcionários neste procedimento.
Essa conclusão coloca o HSBC na condição de vítima de ação deliberada de terceiros supostamente para usar ilegalmente as contas correntes abertas com documentação verídica.

O HSBC decidiu não divulgar o nome dos funcionários desligados. A sindicância não encontrou indícios de responsabilidade criminal dos funcionários desligados ou de que tenham recebido qualquer vantagem ilícita.

O HSBC encaminhou as informações disponíveis às autoridades públicas competentes.
Em decorrência da sindicância e dos desligamentos, o HSBC reforçou normas e procedimentos de controle de abertura e de movimentação de contas correntes.

A política interna do HSBC não tolera conduta irregular e falta de ética de seus funcionários. Os contratos de trabalho de funcionários de conduta incompatível com os valores éticos da instituição serão descontinuados.

A Diretoria Executiva do HSBC tomou conhecimento desses fatos em meados deste ano por meio de reportagens da TV RPC e do jornal Gazeta do Povo, do Paraná, buscando imediatamente elementos para dar respostas ao pedido de informações feitos pelas autoridades responsáveis pelas investigações."

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