Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

07/12/2010 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas vendem carcaças de computadores com pedras em SP

Novo golpe está sendo aplicado no Centro da capital paulista. Computadores, relógios, máquinas fotográficas são os itens oferecidos.

Um novo golpe está sendo praticado no Centro de São Paulo. Reportagem do SPTV desta terça-feira (7) mostra que golpistas vendem computadores e games baratos sem nota fiscal. Dentro das carcaças dos aparelhos eletrônicos há apenas pedra, terra e areia. Outros itens são oferecidos pelos golpistas, como máquinas fotográficas e jogos.

Um computador, que custa entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, é oferecido por R$ 500. O videogame de R$ 800 é vendido por R$ 100. As vendas são feitas no meio da rua, sem qualquer fiscalização.

Com uma microcâmera, o repórter cinematográfico do SPTV fez imagens de flagrantes. Um homem de camisa listrada segura uma sacola com um computador portátil dentro. Ele oferece o notebook para as pessoas que passam pela esquina das ruas Florêncio de Abreu e Boa Vista. Um possível comprador para, mas decide ir embora. O golpista conversa com o produtor e faz a oferta. “É novo, com webcam, compartimento de memória. Na loja está R$ 1, 5 mil. Faço por R$ 500 pra você.”

Desde novembro, a polícia prendeu 21 golpistas e 14 tinham antecedentes criminais. “Quando chegam na delegacia, o advogado já chega junto. Então ele já tem uma defesa técnica e acabam se beneficiando. A gente teve casos que foram presos, dez dias tava na rua aplicando de novo, foram presos duas vezes”, explica o delegado seccional de polícia, Aldo Galeano.

Vítima

Alan Dias do Nascimento tem uma oficina de motos em Suzano, na Grande São Paulo, e vem sempre ao Centro da capital, para comprar peças. Uma vez, comprou um game de um desconhecido, no meio da rua, por R$ 100, mais um celular usado. Ele não desconfiou do golpe. “Eu estava distraído, nem prestei atenção. Eu estava querendo comprar um videogame também. Vi que a mercadoria estava boa e os policiais chegaram dando voz de prisão para o homem. Ele era um estelionatário.”

O videogame tinha areia dentro. A vítima recebeu de volta o celular e o dinheiro. Além deste flagrante, a polícia fez outras dez abordagens semelhantes em pouco mais de um mês. Os estelionatários agem na Rua Santa Ifigênia, na região da Rua 25 de Março e na Rua São Bento. Já foram registrados diversos boletins de ocorrência no 1º Distrito Policial, do Centro.

A orientação é que o comprador exija sempre a nota fiscal. Comprando dentro da lei, o cliente pode solicitar a troca, devolução e garantia. A polícia diz que a solução definitiva para o golpe está nas mãos do consumidor. “O grande segredo da queda desse delito é o próprio consumidor. Às vezes ele quer levar vantagem comprando um aparelho que custa R$ 3 mil por R$ 300. Então isso acaba favorecendo a prática delituosa. Tem muito produto bom, mas não na rua, sem garantia, sem nota fiscal”, orienta Iarton Vazelle Filho, capitão da PM.

Crime

O golpista com camisa listrada mostrado na reportagem não foi preso. A polícia explica que, para fazer o flagrante, precisa do produto e da vítima. O mais difícil é encontrar alguém que registre o caso e se disponha a reconhecer o bandido.

Caso a vítima faça isso, como manda a lei, é mais fácil a polícia prender e a Justiça manter preso o golpista. O estelionatário pode ficar preso de um a cinco anos.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 133 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal