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03/07/2007 - Jornal do Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia desmantela quadrilhas que aplicavam golpes com empresas de fachada


A Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas da Polícia Civil do Paraná desmantelou, na manhã desta terça-feira (3), duas quadrilhas que utilizavam empresas de fachada para aplicar golpes no comércio de Curitiba. Somados os prejuízos causados ultrapassariam milhões, segundo a polícia, que ainda calcula o montante.

Foram presas 12 pessoas e cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, em Curitiba e Região Metropolitana. Entre os detidos está um ex-policial civil. É procurado, também, um papiloscopista, acusado de liberar carteiras de identidade falsas para integrantes de uma das quadrilhas, mediante propina. Segundo a polícia do total de detidos, 11 tiveram mandados de prisão cumpridos e um foi preso em flagrante.

“Começamos a investigar, em fevereiro deste ano, uma quadrilha especializada na receptação e distribuição de produtos roubados de higiene pessoal, perfumaria e medicamentos. Durante as investigações, chegamos a uma empresa usada como fachada para fazer financiamentos de veículos e empréstimos que não eram pagos”, contou o delegado-chefe da DEDC, Marcus Vinicius Michelotto.

O cumprimento dos mandados para desmantelar as duas quadrilhas começou às 6h. Além dos policiais da DEDC, deram apoio à operação, policiais da Corregedoria da Polícia Civil, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce).

Foram apreendidos cargas com produtos alimentícios, cosméticos e pneus, além de dez veículos, arquivos digitais e computadores. Entre os veículos estão um modelo Honda Fit, uma Saveiro, um Mercedes-Benz Classe A, um Gol, um Meriva, um Corolla, um Cherokee, um Fox, um Corsa e um Citroën Xsara. A polícia suspeita que os veículos podem ter sido frutos dos financiamentos fraudulentos. Segundo o delegado, a as cargas também podem ser produtos de crime.

Eletrodomésticos – A primeira quadrilha investigada, segundo a polícia, seria chefiada por Valmir Marafon que gerenciaria negócios fraudulentos através da empresa Dom Eletro Eletrodomésticos Ltda., com duas lojas em Curitiba, uma no bairro Boqueirão e outra no Portão. De acordo com o delegado Rodrigo Brown de Oliveira, a empresa teria sido aberta em outubro de 2006 com o nome de uma pessoa falecida e de outra que teve os documentos roubados.

“A partir daí, os integrantes da quadrilha podiam abrir contas com nomes falsos, porque a empresa Dom Eletro comprovaria seus rendimentos e tempo de serviço. Depois, eles não honravam as dívidas e as lojas ficavam com o prejuízo”, explicou o delegado.

Segundo a polícia, a quadrilha comprou três caminhões, uma BMW, um Ford Focus e um Gol em financiamentos que nunca seriam pagos. A quadrilha também teria dado calote de mais de R$ 60 mil em mercadorias que foram compradas, mas não foram pagas além de ter supostamente feito empréstimos em bancos de mais de R$ 60 mil sem que fossem pagos. Segundo Rodrigo Brown, a intenção da quadrilha seria a de fechar a empresa quando os primeiros protestos começassem a aparecer. “A partir daí, eles esvaziariam os galpões e desapareceriam com as mercadorias”. De acordo com as investigações, o papiloscopista da Polícia Civil, Alvascir Veiga de Miranda, forneceria documentos de identidade falsos para a quadrilha em troca de dinheiro.

A polícia constatou também que Valmir Marafon estaria ligado a uma distribuidora de cosméticos e perfumaria no bairro Portão, na Avenida Artur Bernardes, pertencente a Mario Emer, acusado pela polícia de receptar mercadoria roubada. Esta distribuidora negociaria diversos produtos, como tintura de cabelo, sabonete, vitaminas e remédios em valores abaixo do mercado. “Constatamos que o grupo se interessava por todo o tipo de produto, desde que tivesse receptividade imediata no mercado”, contou o delegado.

As investigações apontam também que Marafon teria envolvimento com desvio de cargas e já possui diversos antecedentes criminais no Paraná, Santa Catarina e São Paulo por receptação, estelionato e formação de quadrilha. “Há alguns dias, encontramos, em um anexo da residência do suspeito, 20 pacotes de tecido que teriam sido roubados de uma malharia em maio, além de pneus novos, diversos pacotes de ração e botijões de gás veiculares”, contou o delegado.

Os presos são acusados de formação de quadrilha, receptação e estelionato. Poderão ser condenados a mais de dez anos de reclusão pela Justiça.


Presos:
- Valmir Marafon, 44 - Prisão preventiva. É apontado como chefe da quadrilha, coordenava todas as ações de compra e venda de produtos;
- Mario Emer, 54 - prisão temporária. É proprietário da distribuidora de cosméticos que segundo a polícia revendia produtos furtados e roubados; Também foi encontrado com uma arma e foi autuado por porte ilegal.
- Maria Elizabeth Martins, 47 - prisão temporária. Também ligada à distribuidora de cosméticos;
- Carlito Gomes, 56 – prisão temporária. Acusado de ser dono de um barracão utilizado pela quadrilha para armazenar cargas roubadas;
- Helio Marcio Pereira, 30 - prisão temporária. Trabalhava na loja Dom Eletro do Boqueirão e, segundo a polícia, tinha conhecimento das irregularidades;

Foragidos:
- Jobel Rodrigues Martins - prisão temporária. Trabalhava na loja Dom Eletro do Boqueirão e, segunda a polícia, tinha conhecimento das irregularidades;
- Alvascir Veiga de Miranda - prisão temporária. Papiloscopista da Polícia Civil acusado de falsificar documentos para a quadrilha.
- Cleomar Fidelis – prisão temporária. A polícia encontrou um caminhão no nome de Fidelis. Há fortes indícios de que ele participa de todo o esquema.
- Sulivan César Godoy - prisão temporária. Trabalhava na loja Dom Eletro do Boqueirão e, segundo a polícia, tinha conhecimento das irregularidades;
- Valdemar Paulo Strack - prisão temporária. Também ligado à distribuidora de cosméticos;

Empresa é aberta em nome de pessoa falecida

A segunda quadrilha desmantelada é acusada também de abrir uma empresa em nome de uma pessoa que já faleceu e de outra que teve seus documentos roubados. Durante a operação deflagrada nesta manhã, a polícia cumpriu seis mandados de prisão temporária e mais oito mandados de busca e apreensão. Além dos cumprimentos dos mandados, uma pessoa foi presa em flagrante.

Segundo as investigações, a empresa RM Trade Solutions Telecomunicações Ltda. do Paraná, que fica no Boqueirão, a princípio, foi fundada por Josuel Inácio dos Santos, com os documentos de duas pessoas que não sabiam que seus nomes estavam sendo utilizados. Uma das vítimas é o tio de Santos, falecido em 2006, e a outra é uma mulher que registrou boletim de ocorrência noticiando à polícia ser vítima de fraude.

A polícia também investiga a documentação da empresa Empório Comércio de Produtos Óticos Ltda., que está instalada no mesmo endereço da RM. “A princípio teria sido aberta nos mesmos moldes da RM e agora, com os documentos apreendidos na operação e os depoimentos dos presos, será possível descobrirmos como estas empresas funcionavam”, disse o delegado Marcus Vinicius Michelotto.

Segundo o delegado, Josuel Santos, Alexandre Gonçalves e Otacílio Rojas Martins eram quem movimentavam os negócios das duas empresas. A polícia suspeita que eles as usavam para auxiliar na confirmação de dados cadastrais em propostas de compra de veículos e abertura de créditos bancários e utilizavam documentos falsificados que auxiliavam no repasse de informações erradas.

De acordo com a polícia, as pessoas presas nesta terça-feira envolvidas no esquema poderão ser indiciadas por falsificação de documento público, estelionato e formação de quadrilha.

Presos:
- Josuel Inácio dos Santos, 39 – prisão temporária. É acusado de firmar a empresa RM Trade com sócios que não sabiam que seus nomes estavam sendo utilizados;
- Alexandre Gonçalves, 37 – prisão temporária. Movimentava os negócios das duas empresas, junto com Otacílio;
- Otacílio Rojas Martins, 42 – prisão temporária. Junto com Alexandre, movimentava os negócios das duas empresas;
- Edson Lesko, 37 – prisão temporária. suspeito de montar e repassar fichas cadastrais para o financiamento de veículos, além de falsificar documentos;
- José Carlos da Silva, 35 – prisão temporária. Contador da quadrilha, responsável por alterar dados contratuais das empresas, além de monitorar processos para a abertura de novas empresas;
- Francisco Ioga Almeida Freitas, 57 – preso em flagrante uso de documento falso e falsificação de documento público. Fornecia documentos para a quadrilha.
- Marcelo Nejm Freitas, 43 – prisão temporária. Segundo a polícia, ele é suspeito também de montar empresas de fachada.

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Comentários


Autor e data do comentário: luiz - 04/03/2010 16:34

Lamentavelmente a nossa imprensa não respeita o direito dos cidadãos. Valmir Marafon, foi injustamente acusado de praticar atos criminosos, respondeu a processo junto á 2 vara criminal de curitiba e pelo ilustre mm Juiz daquela escsrivania foi absolvido por absoluta falta de provas. no entanto esata noticia não é publicada e nem é retirado do site a matéria que denigre a sua imagem.



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