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30/11/2010 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude com 29 envolvidos

Por: Alecy Alves

Polícia aponta nome dos fraudadores do vestibular 2010 da Unic, que respondem por estelionato e formação de quadrilha.

A polícia já identificou 29 pessoas envolvidas nas fraudes do vestibular de Medicina da Unic, realizado em Cuiabá no último final de semana. Deste total, sete estão presas e são apontadas como fraudadoras, as responsáveis pela transmissão das respostas. Os demais, 22 envolvidos, são estudantes que pagaram entre R$ 10 mil e R$ 20 mil para receber as informações via telefone celular enquanto faziam as provas. Estes foram detidos, prestaram depoimento e ganharam a liberdade em seguida. Os demais são acusados dos crimes de estelionato e formação de quadrilha.

Entre os sete apontados como responsáveis pelas fraudes está o estagiário de Direito Agripos Lucas Matheus Santos, de 20 anos, que assessora um juiz na comarca de Diamantino (300 Km de Cuiabá). O “cabeça” do grupo, designado para fazer a prova e, depois passar as respostas aos alunos, é Fortunato Simões Franco, 19 anos, apontado como “piloto”. Franco, conforme informações da polícia, tinha outro membro da família participando das fraudes, o primo Pedro Simões Franco Nunes, 21. Também faziam parte do grupo, na atribuição de transmitir as respostas, Juan Thiago Nunes Pagnussat, Paulo Cezari Frizando e Natan Lúcio Moreira.

Com os fraudadores a polícia apreendeu R$ 51 mil, sendo R$ 28,5 mil em dinheiro e R$ 22,5 mil em cheques, além de dezenas de celulares, pares de sapatos, em especial tênis, um notebook, dentre outros objetos. Parte do dinheiro, R$ 5 mil, foi apreendida na cueca de um dos rapazes que transmitiam as respostas.

No sábado, primeiro dia de provas, oito pessoas foram detidas, sendo os sete fraudadores e um vestibulando. As outras prisões ocorreram no domingo. Chamaram a atenção entre as apreensões da polícia dois cheques nos valores de R$ 15,5 mil e R$ 7,5 mil. Os nomes que constam como emitentes, Rezoli Cazarin, de Campo Verde (130 Km de Cuiabá), e Eliane Maria Justi Lima, de Arapuganta (350 Km da Capital), não aparecem na lista de envolvidos nas fraudes.

ESQUEMA - A delegada Ana Cristina Feldner, responsável pelas investigações, disse que os estudantes levavam celulares dentro de tênis e sandálias para receber as informações. Os aparelhos foram colocados nos saltos presos aos pés por faixas. O esquema de transmissão das respostas funcionava por número de vibrações do celular. O aviso de que a prova estava começando foi emitido com seis vibrações. Depois, seguiram com uma vibração para a letra A, duas para a B e assim sucessivamente. O intervalo entre uma resposta e outra era de 10 segundos.

A transmissão das respostas era feita de duas casas, que seriam residências de fraudadores, localizadas em bairros próximos da universidade, segundo a delegada Ana Cristina. Alguns alunos, disse, estavam pagando a “compra” com parcelamento. Muitos, lamentou Ana Cristina, com a conivência dos pais. “Sabemos que a lei não pune esses alunos, mas essa atitude é, no mínimo, antiética e imoral”.

PASSADO - Mesmo que não fosse descoberto, o esquema de fraudes do vestibular não seria vantajoso para muitos alunos que compraram as respostas. Este ano, em função da fraude descoberta em 2009, a universidade surpreendeu com três modelos de provas. Portanto, aquele que recebeu prova diferente daquela feita pelo “vestibulando” Fortunato Simões Franco ficou sem saber o que fazer.

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