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26/11/2010 - EPTV.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ex-presidente da Sanasa admite ter recebido dinheiro de lobista

Aquino disse que devolveu o dinheiro e registrou queixa na polícia 2 dias depois.

O ex-presidente da Sanasa, Luíz Augusto Castrillon de Aquino, disse desconhecer qualquer irregularidade nos processos de licitação de contratos durante sua gestão, de 2005 a 2008, na empresa e informou que teve apenas contatos de teor administrativo com José Carlos Cêpera, acusado de ser o líder de uma quadrilha especializada em fraudes de licitações de empresas na região de Campinas.

Em setembro de 2007, Aquino recebeu um depósito de cerca de R$ 100 mil feito por Emerson Geraldo de Oliveira, citado pelo Ministério Público como lobista. Ele disse que percebeu o depósito no mesmo dia e que devolveu o dinheiro. Dois dias depois, o ex-presidente disse que registrou boletim de ocorrência.

Aquino foi ouvido por cerca de duas horas pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Câmara Municipal de Campinas que investiga as supostas irregularidades denunciadas pelo Ministério Publico em setembro. A comissão já ouviu o atual presidente da Sanasa, Lauro Péricles.

Luíz Augusto Castrillon de Aquino disse que o presidente da Sanasa não tem muita influência no resultado das licitações e dos contratos que são assinados entre a Sanasa e outras empresas, e disse que todos as licitações foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ele informou que recebeu José Carlos Cêpera duas vezes, e uma única vez Maurício de Paulo Manduca e Emerson Geraldo de Oliveira quando ambos trabalhavam em um projeto chamado "Mundo da Bola". Eles pediam apoio à Sanasa e são considerados lobistas pelo MP.

O ex-diretor financeiro da Sanasa, Marcelo Quartim Barbosa Figueira, cujo depoimento também estava marcada para esta sexta, não compareceu. Ele alegou que estava fora da cidade e pediu um novo agendamento para o dia 3 de dezembro, que ainda será analisado pela CPI.

Irregularidades

O Tribunal de Contas do Estado considerou irregular o contrato de licitação da Sanasa com a Infratec feito em 2009. O parecer do TCE foi divulgado na terça-feira (23). A empresa é uma das investigadas pelo Ministério Público de Campinas sob a acusação de um suposto esquema de irregularidades em concorrências públicas em todo o país.

A assessoria de imprensa do TCE explicou que uma das razões para a rejeição foi a existência de falhas no edital. O mesmo problema foi citado pelo MP. O contrato rejeitado pelo TCE foi entre assinado pelo atual presidente da empresa, Lauro Péricles Gonçalves. A contratação foi feita por 24 meses, por R$ 24,1 milhões para serviços de vigilância e segurança.

A Sanasa disse que não foi notificada oficialmente do caso, por isso nao vai se manifestar.

Entenda o caso

A quadrilha denunciada pelo Ministério Público era especializada em fraudes em licitações municipais em contratos na áreas de segurança, limpeza e vigilância. O esquema era liderado por José Carlos Cêpera, proprietário e administrador oculto de seis empresas, que estão em nome de "laranjas". Os diretores e gerentes das empresas, Lúcio de Souza Dutra e Wilson Vitorino também foram presos, além dos dois policiais civis do 11º DP de Campinas, Alcir Biason e Alexandre Felix Sigrist. José Luís Cortizas Pena está foragido. Os lobistas Maurício de Paulo Manduca e Emerson Geraldo de Oliveira faziam os contatos políticos.

As empresas em nome de laranjas venceram inúmeras licitações municipais e estaduais nos últimos anos, alcançando cifras milionárias em decorrência dos contratos públicos celebrados que atingem o valor de R$ 615 milhões. Oito pessoas foram presas. Outros dois envolvidos são procurados.

Investigações

O juiz da 3ª Vara Criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes de Souza, já distribuiu para outras cidades o relatório do Ministério Público sobre o caso. Além de Campinas,há Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) nas Câmaras de Hortolândia e Indaiatuba.

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