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25/11/2010 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Homem é preso antes de aplicar golpe


O desemprego é uma condição que, inegavelmente, aflige milhares de cidadãos paraenses. Nesse contingente podem ser incluídos centenas de jovens, entre 18 e 29 anos. Em determinadas circunstâncias, a junção desses dois fatores é favorável para que algumas pessoas fiquem um pouco mais vulneráveis, de modo que sejam enganadas facilmente.

Essas características, aliadas ao oportunismo de um criminoso, foram decisivas na aplicação de um golpe, que veio à tona ontem pela manhã. O golpista acabou preso dentro de um órgão público na rodovia BR-316, em Ananindeua, após intensa mobilização das vítimas e cidadãos que tiveram o nome envolvido na execução do crime.

Renato de Assis Castro, de 35 anos, foi detido por policiais civis da Delegacia da Guanabara nas dependências do Instituto Evandro Chagas. Nesse momento, com base nas investigações realizadas pelas próprias vítimas, ele preparava-se para aplicar mais um golpe. No dia anterior, Renato agendou um encontro no referido local com cinco mulheres residentes no distrito de Icoaraci.

O objetivo dele era proceder da mesma forma que enganou quatro jovens do bairro da Marambaia, em Belém. Em geral, Renato arregimenta cidadãos desempregados e oferece oportunidades de emprego em um programa do Governo do Estado. Depois, ele articula o encontro num órgão público, recolhe uma quantia em dinheiro, sob a justificativa de efetuar uma inscrição e, em seguida, desaparece.

O GOLPE

Na semana passada, Renato teve contato com uma costureira no bairro da Marambaia e se identificou como Paulo Lobo, funcionário da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Na ocasião, ele chegou a cogitar a encomenda de cerca de 500 camisas. A costureira, por sua vez, informou-lhe que não seria possível suprir essa demanda.

Na verdade, tratava-se apenas de um pretexto para que Renato abordasse um assunto: a disponibilidade de mulheres interessadas em emprego. Logo depois, ele mencionava a oportunidade, que seria oferecida pelo programa “Navega Pará”, do Governo do Estado. Além disso, o golpista ressaltava que a remuneração seria de 3,5 salários mínimos, sendo que 1,5 salários ficariam retidos.

O detalhe é que Renato enfatizava que as pretendentes deveriam ser evangélicas e não poderiam possuir antecedentes criminais. Desse modo, quatro jovens, que estavam desempregadas há mais de um ano, foram indicadas ao golpista e mantiveram contato com ele. No último dia 17 (quarta-feira), Renato agendou um encontro com elas à tarde, no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência.

As vítimas explicaram ao DIÁRIO que para entrarem no hospital apenas informaram na portaria que iriam a um evento promovido pela Seduc. Ao chegarem à recepção, elas se encontravam com Renato, que recolheu a quantia de R$ 42,50 de cada, ao alegar que o valor seria referente à inscrição das vítimas. No mais, ele também ficava com os celulares das jovens, pois argumentou que os números seriam transformados em corporativos.

Em seguida, Renato afirmou que iria ao Departamento de Recursos Humanos do Hospital, sob posse de um envelope que continha os celulares das vítimas. Mais tarde, retornou sem o envelope e informou às jovens que veículo no qual estava apresentava problemas mecânicos e, por isso, necessitava buscar outro veículo, de maneira que as levasse a uma agência dos Correios para finalizar a inscrição.

A partir desse momento, Renato não foi mais avistado. Desde então, as vítimas iniciaram uma “caçada” ao golpista. Nos dias seguintes, as jovens compareceram à sede da Seduc, onde descobriram que o criminoso utilizou nome de um funcionário do órgão. E ontem, tomaram conhecimento de outro golpe que Renato havia articulado, cujo palco seria o Instituto Evandro Chagas.

Com isso, no início da manhã, a polícia foi comunicada e organizou uma “campana” (vigília) no órgão. Ao ser reconhecido pelas vítimas, Renato foi detido rapidamente. Lá, ele aguardava a chegada de cinco mulheres de Icoaraci. Para elas, Renato se apresentou com o nome de Rubens Cavalcante. Na Delegacia da Guanabara, ele foi atuado no artigo 299 do Código Penal Brasileiro, por falsidade ideológica.

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