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30/06/2007 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falso procurador aplica golpe em Bauru

Por: Lígia Ligabue e Patrícia Zamboni


Uma fiscalização da Receita Federal do Brasil não é anunciada com antecedência. Não existe o cargo de procurador-geral no quadro da Receita. E os funcionários do órgão não costumam telefonar para contribuintes. Mesmo assim, alguns empresários de Bauru foram iludidos por uma pessoa que se passou por “procurador-geral da Receita Federal”. Ele induziu as vítimas a pagar por anúncios de uma revista. Ontem, a Polícia Civil desmascarou o golpe e prendeu o mensageiro do falso procurador. Com ele foram encontrados R$ 20,5 mil em cheques.

De acordo com o delegado Silberto Sevilha Martins, titular do 3.º Distrito Policial (DP), que desvendou o estelionato, no golpe uma pessoa telefonou a vários empresários da cidade se apresentando como Humberto Linhares G. Souza, procurador-geral da Receita Federal. Durante a conversa, o suposto procurador informava ao empresário que Bauru seria alvo de uma fiscalização da Receita, mas que ele (a vítima) não precisava se preocupar.

Ele seguia contando que durante uma reunião feita entre procuradores, aquela empresa teria sido elogiada e apontada como modelo de conduta, por isso, não estaria entre os estabelecimentos a serem visitados pela Receita. Depois de todo rodeio, vinha o golpe: o procurador tentava vender espaço publicitário na revista do Conselho Tributário Brasileiro.

Os preços das propagandas variam. O procurador oferece o espaço de uma página a R$ 10,5 mil, um quarto de página a R$ 4,9 mil e a negociação começa. A maioria das seis vítimas fechou contratos de R$ 4,9 mil para anúncios de meia página. Um dos empresários acabou desconfiando da história e, enquanto conversava com o “procurador”, fez uma busca na Internet utilizando o nome da empresa. Foi quando encontrou uma notícia publicada no jornal Valeparaibano noticiando a prisão de duas pessoas envolvidas com a revista.

Alerta

O empresário entrou em contato com a polícia e, ontem, um rapaz foi preso quando ia receber o dinheiro referente a uma das publicações comercializadas. Fábio de Souza Garcia, 24 anos, diz que foi contratado em São Paulo para fazer os recebimentos. Ele disse à polícia que sempre se encontrou com um representante de Linhares em locais diferentes, mas nunca num escritório ou na sede da Receita.

O delegado Silberto Martins solicitou ao órgão informações a respeito de Linhares e descobriu que não existe procurador com esse nome. Ele também tentou ligar no celular que consta no cartão de Linhares, mas ninguém atendeu. O delegado ainda buscou informações em Jacareí, onde os representantes da revista foram presos.

“Vamos tentar entrar em contato com a revista e com Linhares, se é que ele existe”, afirma. “A Receita é um órgão seríssimo, assim como seus funcionários. Jamais iriam ligar para informar que iriam fazer uma fiscalização, muito menos vender publicidade”, pondera o delegado. O caso foi registrado como estelionato. “A revista existe, mas a forma de captação de anunciante é ilícita”, explica Martins. O cobrador Garcia foi encaminhado à Cadeia Pública de Avaí.

Receita

O delegado adjunto da Delegacia da Receita Federal do Brasil em Bauru, Belmiro Peres, ressalta que não existe o cargo de procurador-geral da Receita. Ele também destaca que o órgão não vende assinaturas ou propagandas de revistas. “Esse cargo não existe, essa pessoa não é vinculada à Receita. Isso é golpe”, sentencia. Ele informa que funcionários da Receita só se apresentam com identificações e munidos de mandado de procedimento fiscal assinado pelo delegado.

Ele também destaca que a Receita não faz negociações de nenhuma espécie. “A regra é não usar telefone. O nosso trabalho é extremamente formal. Excepcionalmente é feito algum contato por telefone”, explica Peres.

Ele lembra que não é a primeira vez que esse golpe é aplicado na cidade. “Esse tipo de ação acontece de tempos em tempos. Já aconteceu em Bauru, Pederneiras, Lençóis Paulista”, enumera. A orientação do delegado adjunto é que a vítima entre em contato com a polícia, ou peça informações na Delegacia da Receita Federal do Brasil, em Bauru, pelo telefone (14) 4009-3100.

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