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24/11/2010 - Correio do Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia prende quadrilha que fraudou seis milhões de litros de álcool

Por: Vera Halfen


Uma operação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público Estadual, Secretaria de Fazenda e Justiça Estadual de Alagoas, prendeu uma quadrilha que adulterava mais de seis milhões de litros de álcool por ano. Os cofres públicos podem ter perdido R$ 10 milhões mensais com a sonegação de impostos.

A Operação Leão de Fogo envolveu 150 PRFs de 14 Estados do país e cumpriu 31 mandados de busca e apreensão e prendeu 15 pessoas. Elas responderão por sonegação fiscal, falsificação de documentos públicos, formação de quadrilha e adulteração de combustíveis. Todos foram apresentados à Polícia Civil de Alagoas e agora ficam à disposição da justiça estadual.

Divididos em quarenta equipes, os policiais iniciaram a operação ao amanhecer em 12 cidades alagoanas. Nestas localidades, empresários, caminhoneiros e funcionários de postos de abastecimento operavam um amplo esquema de sonegação fiscal e adulteração de combustíveis.

Os caminhões de combustível circulavam pelas rodovias com notas fiscais adulteradas ou simplesmente fugiam da fiscalização. A PRF explicou como funcionava o esquema.

Os transportadores entravam até cinco vezes em Alagoas, sempre apresentando a mesma nota fiscal. Em outros casos, cargas de álcool combustível saíam das usinas de cana-de-açúcar com destino a fábricas de aguardente, mas eram desviadas para distribuidoras e postos de abastecimento.

Denúncias

A prisão da quadrilha só aconteceu porque os cidadãos fizeram a denúncia. A partir dessas informações, a PRF providenciou o levantamento dos dados e pediu apoio à Secretaria de Fazenda de Alagoas.

A investigação durou dois anos, e não foi apurado apenas o teor das suspeitas, como a ousadia da quadrilha. A polícia informou que os empresários construíram verdadeiras fortalezas que garantiam a camuflagem da adulteração. O esquema contava com pátios protegidos por muros de 3 m de altura, proteção de vigilantes, tanques de combustível escondidos em terrenos de difícil acesso.

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