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24/11/2010 - Midiamax Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha presa pela PF usava nome de morto e ‘influía’ em decisão judicial

Por: Laura Holsback e Diego Alves


A quadrilha que lavava dinheiro por meio de empresas de fachadas, desmantelada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (24), em Mato Grosso do Sul, teria supostamente cooptado até o Poder Judiciário estadual, informou o delegado Edivaldo Bezerra de Oliveira, um dos coordenadores da operação batizada de Vitruviano.

Foram presas 19 pessoas, destas 13 estão na Capital e seis em Dourados. Integram a quadrilha donos de postos de combustíveis, militares aposentados, advogados, empresários e “laranjas” (pessoa que tem o nome usado por organização criminosa). A PF ainda não divulgou o nome dos envolvidos.

Segundo o delegado, todos os crimes eram chefiados pelo ex-major Sérgio Roberto de Carvalho, que está preso no Sistema Prisional do Estado por envolvimento em jogatina e tráfico de droga.

As investigações que acontecem desde 2008 resultou na descoberta da compra de uma usina de cana-de-açúcar, em Juscimeira, no Mato Grosso.

O delegado explicou que essa empresa pertencia a dois empresários. Ela foi comprada pela quadrilha pelo valor de R$ 200 mil e vendida por R$ 3,9 milhões. A usina foi negociada pelo baixo preço por ter várias ações trabalhistas.

Por meio de um procurador, a quadrilha moveu uma ação na comarca de Anaurilândia (MS) e vendeu a usina ao preço de R$ 3,9 milhões para Olympio José Alves, que já estava morto na época da transação.

Por “supostamente” o falecido não ter pago o referido valor, a juíza Margarida Weiler, assinou uma ação de execução para retirar os R$ 3,9 milhões da herança de Olympio.

Ainda de acordo com o delegado, este tipo de ação, geralmente, tramita por até seis anos, mas esta foi encerrada em tempo recorde, seis meses. Essa magistrada não atua mais no Poder Judiciário sul-mato-grossense.

Após o pagamento da usina, o dinheiro foi dividido entre todos os integrantes da quadrilha com o objetivo de dificultar rastreamentos.

Conforme o delegado, o chefe da quadrilha, ex-major Gonçalves, possui 17 inquéritos instaurados pela PF para apuração da prática de crimes das mais diversas naturezas: lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, contrabando, tráfico de drogas, exploração de jogos de azar, estelionato, entre outros, registrados desde a década de 1980.

O nome da operação, Vitruviano, alude ao fato da cadeia criminosa se entender como simétrica, com proporções perfeitas para atuação em todos os segmentos delituosos.

A prisão provisória de todos os envolvidos expira no prazo de 5 dias a partir desta quarta-feira (24).

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