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22/11/2010 - Diário Catarinense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Suspeitos de envolvimento em venda caça-níqueis em Joinville são interrogados em Florianópolis

Por: Roberta Kremer

Ex-cônsul da Espanha e outros sete suspeitos estão na Justiça Federal.

O empresário de Joinville e ex-cônsul da Espanha na cidade, Antonio Escorza Antonanzas, está foi interrogado na tarde desta segunda-feira, na 1ª Vara Criminal da Justiça Federal, em Florianópolis. Além dele, também falaram outros sete suspeitos de participar de uma quadrilha que montava e vendia máquinas caça-níqueis para 11 estados brasileiros e mais de 10 países.

Escorza é tido como o líder do grupo e é acusado de formação de quadrilha, contrabando e lavagem de dinheiro. A audiência ocorre em segredo de Justiça.

Três dos oito suspeitos de envolvimento já tinham sido ouvidos em julho de 2008, mas receberam o direito de serem interrogados por causa da mudança no Código de Processo Penal, que prevê que os depoimentos dos acusados sejam feitos após o das testemunhas. Um deles abriu mão da chance de falar novamente e sete participam da audiência.

A audiência começou às 13h30, quando a juíza Ana Cristina Krämer ouviu as cinco testemunhas. O interrogatório de Escorza e os outros possíveis envolvidos teve início às 16h.

A Justiça vai aguardar ainda a chegada da carta rogatória mandada para a Argentina pelo Ministério de Relações Exteriores para um juiz daquele país ouvir uma testemunha que está lá. Pelo procedimento, as informações prestadas pela pessoa é encaminhada por texto ao Brasil. Em seguida será marcada a data para as alegações finais da defesa e acusação para depois ser dada a sentença final.

A prisão

O grupo foi preso no dia quatro de junho de 2008, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Cartada Final para desarticular uma suposta organização criminosa ligada a caça-níqueis e que seria liderada pelo empresário Escorza. A investigação iniciou em agosto de 2007 a partir da suspeita de lavagem de dinheiro e negócios ilícitos envolvendo as máquinas caça-níqueis.

De acordo com a investigação, a quadrilha trazia os componentes de caça-níqueis — Taiwan era uma das origens — do exterior e montavam as máquinas em galpões em Joinville. Em seguida, o Ministério Público Federal denunciou os integrantes do esquema por contrabando ou descaminho, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
Antonio Escorza também foi denunciado por crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas podem chegar a 32 anos de prisão.

Contraponto

O advogado dos acusados, Aury Lopes Jr, disse que no interrogatório foi possível justificar que a empresa do ex-cônsul funcionava na legalidade. De acordo com Lopes, as máquinas caça-níqueis eram comercializadas no período que a atividade não era irregular no Brasil. Também garantiu que não foram compradas peças de contrabando de Taiwan.

Sobre a acusação de lavagem de dinheiro, Lopes garantiu que todos os caça-nínqueis eram vendidos com notas fiscais, incluindo os que foram exportados.

— O problema é que do dia para a noite os jogos se tornaram ilegais. Tínhamos que recolher as máquinas alugadas, mas muitas sumiram.

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