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27/06/2007 - Cinform Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude na Fundat e a deputada Conceição


Está mais do que confirmada a materialização de um golpe de proporções alarmantes contra o sonho de dezenas ou talvez centenas de pessoas pobres de Sergipe, especialmente de Aracaju, que esperam pela casa própria. Golpe este idealizado, liderado e levado à efeito por uma funcionária em Cargo em Comissão da Fundat – Fundação Municipal do Trabalho – da Prefeitura Municipal da Capital. A esperta é Jussara Francisca dos Santos, cuja ação deu motivo à manchete deste semanário na semana passada.

Passado o alvoroço das primeiras queixas de vítimas, a Polícia apura que o rombo é bem mais grave: até a sexta-feira passada uma romaria de 65 pessoas se dizendo lesadas prestaram termos de depoimentos ao delegado Alessandro Vieira, da Delegacia Especial de Falsificações e Defraudações. Ele estima que por baixo 80 pessoas foram passadas para trás pela lábia esperta de Jussara Francisca dos Santos.

A coisa era simples e milagreira demais: a pessoa sonha com uma casa destas que a Fundat oferece, procura Jussara, ela garante que poderia, como servidora da Fundação, agilizar as vias reais de obtenção e para isso cobrava alto, até R$ 10 mil por cabeça. A armação era tão grotesca que a Polícia estima hoje que Jussara tenha levado mais de R$ 100 mil nesta ‘brincadeira’ – uma brincadeira desonesta que, aliás, envolve o outro lado da moeda, os promissores adquirentes, que caíam no conto da facilidade, apesar de a caloteira ser muito convincente, oferecer endereço, telefone e dados pessoais como identidade e CPF, enfim, dar literalmente recibo da safadeza.

Na apuração da primeira matéria, que serviu de base à manchete da edição passada, o CINFORM deparou-se com um fato novo e, eticamente, ouviu a quem de direito, noticiou a suspeição e a negativa dela. Trata-se da citação de que Jussara agia em sintonia com uma filha da deputada Conceição Vieira, do PT. A informação de que o nome da filha de Conceição aparecia no contexto foi passada ao CINFORM pela própria Fundat. E um dos lesados, César da Silva, faz na matéria reforço a esta citação. O texto da semana passada faz a seguinte referência. “Segundo ele (César da Silva), Jussara afirmava que uma outra pessoa de nome Iágda era quem arrecadava o dinheiro e garantia a entrega das residências”. E na matéria, o próprio César põe mais lenha: “Tem mais gente envolvida nesse negócio. Ela (a Jussara) afirmou que essa Iágda é prima do governador Marcelo Déda e era quem ia agilizar o processo”, conta César da Silva.

A informação da Fundat e esta levaram a reportagem do CINFORM a cumprir o mais rigoroso dos preceitos da informação, que é procurar as partes citadas – e isto fez, ao ligar para a mãe da acusada, a deputada Conceição Vieira. Democrática e sempre simpática com este jornal – aliás, ela o é com todos – Conceição deu a versão, reparou a confusão entre os nomes ‘Iágda’ e ‘Iágna’ e o CINFORM registrou a negativa dela e tratou sua filha apenas no campo da suspeição, como convém quando em casos em que as pessoas são apenas acusadas. Na matéria interna, o assunto aparecia como subtítulo – ‘Filha adotiva da deputada estadual Conceição Vieira, do PT, é apontada como uma de suas cúmplices’ – cúmplice da Jussara – e na sub-manchete de primeira página, ela aparece também sob a chancela da palavra suspeita.

Em nenhum momento, portanto, o CINFORM inventou fatos, negou versões e nem precipitou conclusões. Em nenhum momento este semanário buscou macular a imagem da pessoa da deputada Conceição e muito menos da sua família, como ela tentou deixar patente de forma agressiva em seu discurso na Assembléia Legislativa na terça-feira, movida por provocações da mídia radiofônica que, espetaculizante, pinça falas ou citações da mídia impressa e sacodem na cara de ‘autoridades’. Quando elas têm equilíbrio, safam-se bem; quando não, mordem a isca, metem os pés pelas mãos.

O CINFORM conhece e reconhece a trajetória da deputada Conceição Vieira, sabe da sua idoneidade, da sua origem humilde, do seu indisfarçável respeito ao que é democrático e do seu aferrado apego ao social. Tem, até, simpatia pela figura humana e despojada que ela é. Longe, portanto, de querer colocá-la em uma ciranda que não lhe coubesse. Os fatos a respeito da roubalheira de Jussara na Fundat estão em curso e nas investigações preliminares o delegado Alessandro Vieira diz não ver indícios de que a filha dela tenha qualquer participação nesta lambança. Que bom que assim seja, Conceição! Que bom que não tenha mesmo. O CINFORM não torce pelo pior, e do mesmo modo como tratou da suspeição, trata de revelar agora que ela não se sustenta. Como não deve se sustentar, deputada Conceição, seu discurso estranhamente crivado de ódio contra um veículo que tem origens e princípios parecidos com os seus.

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