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24/06/2007 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

As 10 fraudes mais comuns da Internet

Por: Rodrigo Ferrari


Embora atualmente a Internet ainda seja utilizada por poucos - apenas 21% da população tem acesso à rede mundial de computadores, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes a 2005 -, o número de crimes e fraudes cometidos via web vem sofrendo um aumento frenético no País.

Somente no ano passado, o Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), ligado ao Comitê Nacional Gestor da Internet, recebeu 197.892 notificações de incidentes envolvendo a rede mundial de computadores. Essas dados são referentes a furtos, invasões de computadores ou mesmo ataques à honra (injúria, calúnia, difamação) feitos via web.

A razão para esse crescimento assombroso na quantidade de fraudes é a falta de conhecimento da parte daqueles que utilizam a Internet. “Os crackers (criminosos virtuais) se aproveitam da ignorância dos usuários para cometer seus delitos”, explica o advogado bauruense José Antônio Milagre.

Especialista no combate a fraudes virtuais, Milagre apontou ao Jornal da Cidade as principais artimanhas que os crackers utilizam para enganar suas vítimas. O advogado ajudou a reportagem a montar um “ranking” com as dez fraudes mais comuns da Internet brasileira. A maioria dos casos citados por ele evolve usuários bauruenses. Essas pessoas tiveram a identidade preservada, a fim de evitar possíveis constrangimentos.

Milagre, que também é professor universitário na Grande São Paulo, ofereceu algumas dicas sobre como evitar as armadilhas dos crackers.


1 - O saque astronômico

Acordar numa manhã qualquer e se deparar com um rombo de R$ 40 mil na conta corrente. A experiência, nada agradável, foi vivida por uma autoridade bauruense (cuja identidade e cargo não foram revelados), meses atrás.

O homem, que não era muito acostumado a utilizar a Internet, resolveu acessar a conta corrente pela web. Um trojan (programa invasor desenvolvido por crackers) abriu as “portas” de segurança do micro e o criminoso conseguiu se apoderar dos dados pessoais da vítima.

É provável que, por descuido, algum familiar da vítima tenha permitido ao invasor se apoderar da máquina. Milagre foi acionado e entrou em contato com a instituição bancária. Esta, por sua vez, aceitou ressarcir a quantia ao homem, uma semana depois de constatado o crime.

Dica: Para evitar fraudes como essa, é essencial manter um bom sistema de firewall instalado no micro. Apesar de não serem 100% eficazes, as barreiras de segurança tornam mais difícil a vida dos crackers.


2- Limpe seu nome

“Limpe seu nome agora mesmo. Para saber mais, clique aqui.” Seduzida por esta mensagem, uma mulher bauruense que se encontrava privada de crédito resolveu acessar um link colocado em um site da Internet. Conduzida a uma página de cadastro, ela informou seus dados confidenciais a uma suposta instituição financeira.

Dias depois, a mulher passou a receber em casa cartas enviadas por bancos. As correspondências davam a entender que ela havia acabado de efetuar empréstimos consignados em seu nome. “Este foi um caso de estelionato puro, em que os bandidos se aproveitaram de uma necessidade da vítima para aplicar o golpe”, avalia o advogado.

Um dos empréstimos era no valor de R$ 7 mil. Após investigação, o advogado conseguiu chegar até o criminoso (que foi indiciado) e o empréstimo acabou sendo cancelado.

Dica: Para efetuar operações que envolvam dados confidenciais utilize apenas sites de instituições confiáveis. Não acesse páginas por meio de links ou banners que estão colocados em sites de terceiros.


3 - Conta torpedeada

Ao abrir a caixa de entrada de seu e-mail, um rapaz de Bauru se deparou com um suposto torpedo (mensagem de texto postada via celular) enviado através do site de uma grande operadora de telefonia.

Para ter acesso ao conteúdo recebido, o jovem teria de acessar um link que estava contido na mensagem. O rapaz clicou no lugar indicado, mas a mensagem não apareceu. Dias depois, ele se deparou diversos saques indevidos em sua conta bancária.

O homem em questão foi vítima de um trojan. Sem querer, o rapaz acabou instalando um programa invasor em seu computador, no instante em que clicou no link.

Dica: Nunca clique em links contidos em mensagens enviadas por desconhecidos. Jamais aceite arquivos que tenham procedência duvidosa.


4 - Portas abertas para criminosos

Um homem de Oswaldo Cruz (região de Marília) costumava compartilhar arquivos pela Internet, utilizando programas como Kazaa, eMule e MSN. Certo dia, ao acessar sua conta por meio do site oficial de uma grande banco particular brasileiro, o rapaz teve seus dados confidenciais capturados por um cracker.

Menos de uma semana depois, o bandido realizou um saque de R$ 600,00 na conta da vítima. Passados dois dias, o criminoso impôs um novo desfalque ao rapaz, dessa vez no valor de R$ 200,00.

José Antônio Milagre foi chamado para investigar o caso. Ao vistoriar o computador da vítima, o advogado percebeu que o mesmo estava com todas as barreiras de segurança (antivírus, firewall, spyware) desativadas. O programa invasor era tão elaborado que foi capaz de simular até o certificado digital de segurança do site do banco.

Quando digitou sua senha na página da instituição financeira, a vítima pensava estar executando uma ação 100% segura. Na verdade, ele acabou fornecendo seus dados pessoais a um ladrão. Milagre acredita que o homem tenha recebido o trojan por meio de um programa de compartilhamento de arquivos. Por sorte, o banco aceitou reparar os prejuízos sofridos pelo rapaz.

Dica: Compartilhe arquivos somente com pessoas e servidores de sua total confiança.


5 - Curiosidade mórbida

“A curiosidade matou o gato”, já diz o velho ditado. Além de ser péssimo para o bem-estar dos felinos, o desejo exagerado de tudo ver e saber também costuma ser extremamente prejudicial à saúde financeira dos internautas. Um homem recebeu um e-mail com os seguintes dizeres: “Clique aqui para ver as fotos do vôo 1907.”

A mensagem fazia alusão ao desastre ocorrido em Mato Grosso, em setembro do ano passado, considerado a pior catástrofe área da história do Brasil. Na ocasião, um Boeing da GOL Linhas Aéreas caiu na selva após ser atingido em pleno vôo pela asa de um jato Legacy. A queda provocou a morte de quase 160 pessoas, entre passageiros e tripulantes da aeronave.

Dominado pela vontade de saber, o rapaz resolveu clicar no link, só que as imagens chocantes não apareceram. Invariavelmente, ele acabou se tornando mais uma vítima inocente dos crackers. De posse das informações confidenciais do curioso, os criminosos conseguiram “zerar” o limite do cartão de crédito da vítima.

E eles não pararam por aí: os bandidos alteraram os dados cadastrais do rapaz e, no final, deram “baixa” (solicitaram o cancelamento) no cartão. Dessa forma o curioso não teve como provar à administradora de crédito que era um cliente que acabara de ser lesado.

Dica: Criminosos virtuais costumam apelar para frases de impacto, como a citada acima, para atrair suas vítimas. Ao se deparar com situações desse tipo, o melhor é evitar clicar nos links ou banners indicados.

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