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10/11/2010 - Jornal do Campus (USP) Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraude em mestrado é vista como problema menor na USP

Por: Rafael Ciscati


No último dia 1º de outubro, a FFLCH abriu processo disciplinar contra o autor de uma tese de mestrado defendida no departamento de Geografia em 2007. O trabalho foi apontado pela professora Edinusia Carneiro Santos, da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), como plágio de tese apresentada por ela em 2002. Segundo parecer da faculdade, houve plágio efetivamente. O título do autor será cassado.

Apesar da gravidade do caso, o pró-reitor de pós-graduação, professor Vahan Agopian, considera este um problema menor na USP: “De 5 mil teses defendidas anualmente, são feitas quatro denúncias em média, das quais raramente uma se confirma”.

Tal situação não é regra no meio acadêmico. Segundo artigo publicado na revista da Fapesp, são comuns as fraudes em trabalhos científicos, desde o plágio até a manipulação de resultados de experimentos. Estudo realizado em 2009 pelo Simons College nos EUA revelou que 84% dos pesquisadores já presenciou alguma fraude no meio científico.

Vahan, no entanto, pondera que é preciso estabelecer uma distinção entre os trabalhos desenvolvidos na pós-graduação das demais pesquisas da Universidade. Segundo o pró-reitor, muitos casos apontados pelo estudo referem-se a orientadores procurando provar suas próprias teses: “Não se trata mais do aluno tentando enganar o orientador”. De acordo com ele, nunca houve comprovação de um caso desse tipo no Brasil.

Para Humberto Ruggeri Jr, doutorando em engenharia hidráulica pela Poli, embora a preocupação com tais fraudes seja grande nos EUA, são poucas as notícias de casos semelhantes em instituições brasileiras: “Isso não fere a imagem da Instituição, já que essas práticas não são estimuladas – você não vai ter uma aula de metodologia de pesquisa com o professor te incentivando a cometer plágio”.

Para Vahan, a pequena incidência de tais casos no Brasil se deve aos filtros pelos quais o trabalho passa – além do acompanhamento do orientador, o pós-graduando passa pela avaliação de uma banca, apta a identificar inconsistências. Isso nem sempre impede eventuais fraudes – o processo de identificação de plágio, por exemplo, é complexo, já que raramente ocorre a reprodução literal de trechos do trabalho original: “Você copia a ideia, e o desenvolvimento da ideia”.

Segundo Vahan, o prejuízo é grande: “No meio científico os incrementos são gradativos – você pega meu estudo e avança um passo. Se eu falsifico resultados prejudico dezenas de grupos de pesquisas”, conclui.

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