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27/06/2007 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Delegado federal é preso em Marília

Por: Ricardo Santana


Marília - O delegado da Polícia Federal Washington da Cunha de Menezes, um dos criadores em 2000 da Delegacia da Polícia Federal em Marília (100 quilômetros de Bauru), foi preso, ontem, pela própria Polícia Federal.

Conforme apurou o JC, ele é acusado por peculato e corrupção e seu envolvimento com uma organização criminosa apareceu nas investigações da “Operação Oeste”, deflagrada pela PF no dia 27 de abril último.

Na época, o JC publicou matéria do Diário de Marília que apontava o desmantelamento de uma rede de criminosos que atuava em pelo menos 15 cidades de Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.

Entre o período das prisões da “Operação Oeste” até a detenção de Menezes, começaram a surgir indícios de envolvimento do delegado federal com o esquema criminoso. Ainda no mês de abril, ele deixou a chefia da Delegacia da Polícia Federal, que comandava desde 2003.

O JC apurou, ainda, que a Justiça Federal decretou a prisão temporária – por cinco dias – do delegado.

Segundo informações, policiais federais cumpriram, ontem, mandado de busca e apreensão na residência de Menezes, porém, não foi informado o que teria sido levado do local.

Transferido sai preso

Menezes foi preso, ontem pela manhã, justamente na sede da Delegacia da Polícia Federal em Marília, que ajudou a implantar, ao lado do então delegado federal Gilberto Pacheco, primeiro chefe da unidade que saiu em 2002, ao se aposentar.

O dia de ontem também ficou marcado pelo fato de ter sido o último dia de trabalho do delegado preso em Marília. Menezes havia conseguido transferência para Belo Horizonte, Minas Gerais, onde nasceu. Ele foi conduzido para a Superintendência da PF em São Paulo, onde deve ficar à disposição para prestar esclarecimentos. De acordo com informações, a prisão do delegado não chegou a ser surpreendente em Marília.

“Operação Oeste”

Só em Marília foram presos dez pessoas no último dia 27 de abril, na “Operação Oeste”, que investigava ações criminosas desde 2005. Entre os detidos figuravam um delegado da Polícia Civil, um policial rodoviário federal, quatro agentes da PF, um ex-policial militar e dois advogados. Com a ação interestadual, a Polícia Federal desmantelou uma organização criminosa acusada de crimes como seqüestro, corrupção, advocacia administrativa, concussão e formação de quadrilha. Segundo a PF, a organização atuava em diversas áreas, com diferentes integrantes e líderes e, às vezes, com interação entre alguns dos integrantes. Havia uma ramificação especializada em seqüestros, outra para golpes e o segmento de lavagem do dinheiro, feita pela conta corrente de advogados.

As ramificações criminosas em quatro Estados foram surgindo a partir da investigação de seqüestros. Inicialmente, a quadrilha atuava com golpes chamarizes para apanhar as vítimas. Faziam-se promessas de bons negócios que se transformavam em roubos. Quando as vítimas não carregavam dinheiro, eram seqüestradas.

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