Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

11/11/2010 - Público.pt - Última Hora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Investigações em curso a eventuais fraudes com receitas

Por: António Arnaldo Mesquita e Alexandra Campos

O crescimento da despesa com medicamentos fez com que a tutela mandasse reforçar a fiscalização a eventuais fraudes relacionadas com a prescrição e venda de remédios comparticipados pelo Estado.

Vários casos foram já detectados pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS), que os remeteu para o Ministério Público, que tem também em curso uma acção específica nesta área, em colaboração com o Infarmed e a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Iniciada em 2009, a auditoria ao sector do medicamento incluiu uma avaliação junto do sistema de verificação de facturas (que antes funcionava nas sub-regiões de saúde e a partir deste ano passou a ser feita pela Central de Conferência de Facturas). Mas esta auditoria continua e foi reforçada. Além da fiscalização do crescimento da despesa na farmácia hospitalar, está a ser avaliada a qualidade da prescrição nos centros de saúde e passados a pente fino impressos e vinhetas, soube o PÚBLICO.

Entretanto, a Polícia Judiciária está a tentar esclarecer a amplitude da fraude que já foi participada pela IGAS, tendo em curso diligências em vários pontos do país. Em Setembro, a IGAS adiantou à agência Lusa que deduziu acusação contra dois médicos do SNS que terão lesado o Estado em quase 150 mil euros com falsas receitas médicas. Serão casos de receitas passadas em nome de doentes que não chegaram a levantar os remédios. As prescrições foram aviadas em farmácias distantes. De acordo com o documento da IGAS, foram ainda elaborados mais cinco relatórios, no âmbito de auditorias clínicas à actividade de outros cinco médicos do Serviço Nacional de Saúde, que exercem em hospitais e centros de saúde.

O secretário de Estado da Saúde explicou na altura que "o crescimento do consumo em termos de embalagem das pessoas do regime especial estava a ser anormalmente elevado" e que, por isso, foi pedida "uma acção inspectiva específica sobre esta matéria". Óscar Gaspar considerou que o "mais grave" eram os indícios da existência de "conluio entre médicos e farmácias, no sentido de haver a prescrição e a comparticipação do Estado de medicamentos que depois não são administrados, não são levantados por nenhum doente em especial".

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 186 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal