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09/11/2010 - Século Diário Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraudes: cidadão quer Aparecida investigada pela AL, mas corporativismo pode frustrá-lo

Por: Nerter Samora


A Assembleia Legislativa oficializou a denúncia de um cidadão contra a deputada Aparecida Denadai (PDT) em virtude do envolvimento dela em episódios da “Operação Moeda”. Após mais um mês circulando pelos desvãos do Legislativo estadual, o pedido foi lido em plenário na sessão de quarta-feira (3). No mercado político, a dúvida gira em torno do andamento das apurações, já que a Corregedoria sempre trilhou o caminho de proteção de seus pares em situações semelhantes na atual legislatura.

Citada nas investigações de fraudes em licitações e contratos em prefeituras capixabas, Aparecida Denadai acabou não se reelegendo. A pedetista ficou na primeira suplência em sua chapa e um futuro retorno ao plenário não é descartado. Contudo, o resultado das investigações deverá ter um peso decisivo sobre o futuro político da pedetista, que está em seu primeiro mandato.

Sobre isto, duas teses estão sendo ventiladas no mercado político. A primeira é de que o resultado das investigações internas possa conferir um atestado de inocência à parlamentar no episódio. Por outro lado, os meios políticos não descartam a possibilidade de uma manobra do palácio Anchieta para liquidar de vez a deputada. Lembram que, logo após o estouro das denúncias em Santa Leopoldina, Aparecida usou a tribuna da Assembleia para emitir sinais de descontentamento com o atual mandatário do palácio.

Depois de lido no plenário, o pedido de investigações será encaminhado à Corregedoria-Geral da Casa, sob comando do deputado Cacau Lorenzoni (PP), que tem a prerrogativa de proceder à apuração sobre os indícios que pesam contra a colega. Em situações semelhantes durante essa legislatura, o órgão atuou a favor dos deputados, como, por exemplo, no caso do deputado afastado Robson Vaillant (DEM) – acusado pelo Ministério Público Estadual (MPES) da prática de rachid. O demista só foi afastado do cargo em função de ordem judicial.

Contra Aparecida pesa participação de pessoas ligadas a ela no esquema de fraudes em cinco prefeituras capixabas. Em Santa Leopoldina, centro das investigações, o promotor de Justiça local chegou a enviar ao procurador-geral de Justiça, Fernando Zardini, cópia dos autos onde a deputada aparece. Em escutas telefônicas, Aparecida conversa com o empresário Aldo Martins Prudêncio, sócio da Impacto Máquinas, acusado de ser o chefe da quadrilha.

Em outros momentos das apurações, o empresário se queixa da pressão exercida pela deputada, questionando até mesmo a irmã (Luciane Prudêncio, chefe de Gabinete de Aparecida) se deveria vender um carro para pagar a “propina” da pedetista. Sobre o esquema também recai as suspeitas de que teria servido de caixa dois em campanhas do PDT. Além de Santa Leopoldina (administrado pelo prefeito Reginaldo Prudêncio, afastado do cargo), foram relacionadas prefeituras de Serra, Viana, Cachoeiro de Itapemirim e Presidente Kennedy.

Nesses municípios, as maiores suspeitas de participação de Aparecida Denadai no esquema recaem na Serra e em Presidente Kennedy. Na prefeitura serrana, a deputada é aliada de primeira hora do prefeito Sérgio Vidigal, presidente regional do PDT. Enquanto no município kennedense, Aparecida surge como uma aliada de ocasião do prefeito Reginaldo Quinta (PTB), alvo de denúncias sobre a suspeita de ligação com a empresa relacionada ao irmão da chefe de Gabinete da pedetista.

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