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09/11/2010 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Prejuízo com "vendas" de benefícios no Rio chega a R$ 7 mi por mês

Por: Hudson Corrêa


A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira no Estado do Rio de Janeiro 31 pessoas, incluindo 15 funcionários da Previdência Social, acusadas de receber propina em troca de facilitar concessão de benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, pensões e até o Loas (a ajuda de um salário mínimo mensal a idosos e deficientes com renda familiar per capita inferior a R$ 128).

A Previdência Social no Rio informou que foram cerca de 1.050 benefícios fraudados que devem passar por auditoria. Eles representavam pagamento mensal de cerca de R$ 2 milhões, diz a PF.

A Procuradoria da República divulgou que o rombo aos cofres da Previdência pode chegar a R$ 7 milhões, incluindo outro tipo fraude que não foi o principal foco da PF, como uso de empresas de fachada para simular vínculos empregatícios e obter benefícios. A investigação da PF continuam.

As fraudes ocorreram nas agências da Previdência em Niterói, Itaboraí, Teresópolis e na capital, em Copacabana e Cosme Velho.

Dos 15 funcionários presos, seis já tinham sido presos sob suspeita de fraude, mas permaneceram no órgão.

"Se a Previdência Social fosse uma empresa privada, já teria sua falência reconhecida", afirmou o procurador da República Carlos Alberto Aguiar que denunciou 45 envolvidos à Justiça Federal por suspeita de corrupção e formação de quadrilha.

No total, foram 33 mandados de prisão (31 já cumpridos, segundo a PF), e 81 ações de buscas e apreensões.

Segundo o delegado da PF Fernando Cesar, responsável pela investigação, em dois anos a quadrilha cobrou cerca de R$ 5 milhões em propina para atuar na concessão de benefícios da Previdência.

Grande parte das pessoas, segundo a PF, tinha direito ao benefício, mas, desinformada, recorria a escritórios de advocacia e despachantes, os quais mantinham contato com servidores supostamente corruptos.

Esses últimos, em troca de propina, montavam processos de aposentadorias, pensões e auxílio-doença, diz a PF.

"Criavam dificuldades [na concessão do benefício] para depois vender facilidades. Usavam a Previdência como balcão de negócios", afirmou o delegado.

Entre os acusados estão dois médicos da Previdência, um deles foi preso. A PF não divulgou nomes. "O médico assegurava doença sem a presença do segurado [no consultório]", disse o procurador.

Ele citou o caso de uma pessoa que mora em Londres, Inglaterra, e recebia auxílio-doença de R$ 2.800 por meio de fraude.

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