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04/11/2010 - IT Web / InformationWeek Brasil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

BBVA Compass investe US$ 10 milhões contra fraudes

Por: Vitor Cavalcanti

Banco apostou em soluções de integração de dados para atender regulação de controle de movimentações bancárias suspeitas.

O setor financeiro costuma ser um dos mais bem regulados ao redor do mundo. No Brasil é assim e o mesmo tem acontecido nos Estados Unidos. Um ato específico para o este segmento no mercado norte-americano, chamado de Bank Security Act (BSA), que atua no combate à lavagem de dinheiro, é um dos exemplos de regulamentos que as instituições precisam seguir e, para estar em dia com as obrigações, é necessário investimento pesado em tecnologia.

O BBVA Compass, subsidiária norte-americana do espanhol BBVA, instituição com presença em 30 países e US$ 755 bilhões em ativos, investiu US$ 10 milhões no projeto para atender à regulamentação. Software, hardware, pessoas e forte ajuda da consultoria Crowe Horwath trouxeram os resultados que a companhia buscava. Após o final do trabalho, além de estar em dia com as regras do governo dos EUA, o BBVA Compass também ficou em linha com as diretrizes internacionais, como explicou Denise Jeffries, vice-presidente sênior de data warehousing do banco, em apresentação no Informatica World, em Washington.

Toda a estruturação do case se baseou na perspectiva dos dados. Quais eram as fontes, se eram confiáveis e qual a qualidade dessas informações. Como fonte, eram 17 sistemas com linguagem e formatos diversos. Mas não importava o tamanho do obstáculo, era preciso encontrar uma forma de resolver a questão e ficar em dia com a lei, sob pena de multas severas.

O sistema de monitoramento de transações escolhido foi o Mantas, por uma questão de padronização internacional do grupo. A companhia também utiliza dois sistemas distintos, um para gerar relatórios e outro para os alertas de lavagem de dinheiro que são enviados às autoridades norte-americanas. Um dos principais passos do projeto foi a substituição da solução de integração de dados. Eles queriam algo mais flexível e escalável para atender aos requisitos tecnológicos da legislação.

A escolha foi pelo PowerCenter da Informatica Corporation. "Precisava de um métodos simples, rápido, dinâmico e único para incorporar a definição de dados. Tínhamos 17 sistemas com vários formatos onde os dados estavam espalhados", comenta Denise. "Foi preciso criar 21 arquivos diferentes para alimentar o sistema de monitoramento de transação. O dado precisava ser integrado para prover uma visão única da área. O PowerCenter integrou informações dos 17 sistemas, com múltiplos formatos e estruturas. Entre os dados estão perfis dos clientes, contas, transações e listas de observação."

Para a VP, o grande desafio estava na estruturação dos dados de forma a permitir uma visão única e evitar falhas em possíveis alertas. "Colocar tudo junto e ter algo completo era difícil. Alguns estavam em mainframe, outros em fonte totalmente diferente. Tudo vinha de múltiplos sistemas, já que falamos de cartão de crédito, contas, entre outros."

Em paralelo à substituição da plataforma de integração de informações, a instituição rodou o projeto corporativo de data warehouse (EDW, da sigla em inglês). Como demonstrou Denise, dados de diversos sistemas eram lidos pelo EDW, mas nem tudo passava por ele e isso era necessário. Assim, a equipe trabalhou para incluir todas as fontes no EDW e àquelas que já estavam inclusas foram adicionados alguns elementos. Ao passar pelo EDW, as informações são convertidas para o padrão solicitado pelo sistema de monitoramento de transação.

Em meio ao projeto, problemas com qualidade de dados foram encontrados e ações foram necessárias para lidar com isso, como mudanças em regras de validação. "O ambiente de compliance é dinâmico e pede reações rápidas. A colaboração com as unidades de negócio para verificar qualidade de dados e contas contribuiu muito", aponta a executiva.

Quando falamos em lavagem de dinheiro ou financiamento de ações ilícitas como terrorismo, os bancos precisam ser hábeis para monitorar e gerar relatórios corretos sobre transações suspeitas. Se alguém movimenta um valor muito alto e trata-se de um comportamento atípico para aquele perfil, um alerta é gerado. Os alertas são revisados por investigadores para saber se realmente o indivíduo pode ser suspeito de algo. Em caso positivo, um relatório é gerado para o governo.

O BBVA Compass afirma ter conseguido esse propósito com êxito. "Entre os benefícios posso dizer que o banco mantém compliance com regulação nacional e internacional e atua dentro das melhores práticas", relata Denise. "Reduzimos o número de alertas falsos e o tempo gasto com isso. Com a redução de tempo, economizamos recursos com pessoas e passamos a gerenciar riscos com mais eficiência ao isolar comportamentos incomuns e reduzindo falsos alertas." Para a VP, a integração da plataforma contribuiu para identificar mais rapidamente, investigar e reportar suspeitas de lavagem de dinheiro.

O projeto se desenvolveu entre abril de 2008 e outubro de 2009, foram dezoito meses de trabalho árduo, como confessa Denise. O sucesso, aponta, tem como base uma boa gestão do projeto, com ações rápidas e envolvimento das áreas de negócio quando necessário; esforço colaborativo entre times de negócio e TI; planejamento faseado do escopo para atender à complexidade; foco grande na otimização do output do sistema uma vez que o dado era testado; trabalho conjunto da TI e das unidades para solucionar pendências na integração dos dados e também na qualidade dos dados; e, por último, mas não menos importante, contar com um time de implementação com grande experiência em integração de dados e conhecimento da lei.

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