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04/11/2010 - pe360graus Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Preso se passa por delegado para aplicar golpes

Por: Saulo Tiossi

De dentro da penitenciária, criminoso ligava para delegacia e se passava por delegado. O preso pedia informações sobre queixas de carros roubados e aplicava o golpe nessas pessoas.

Um preso ligava para a delegacia e dizia que era um delegado. Pedia informações sobre quem teria registrado queixa sobre carros roubados. Depois ameaçava as vítimas pelo telefone de dentro da cadeia.

Na penitenciária Lemos Brito, na Bahia, Edson Marques Brito cumpre pena por latrocínio, roubo seguido de morte. Mas nem a prisão impediu que ele continuasse no crime.

O preso, de dentro da cadeia, usava um celular para aplicar golpes pelo país. Numa gravação, feita com autorização da Justiça, ele tenta extorquir dinheiro de um homem no interior de São Paulo.

Preso: vai conseguir esses quatro mil reais ai. Vai depositar. Acabou de depositar com meia hora, uma hora... Eu vou até aí. Vou em frente a sua casa do mesmo jeito.

Vítima: tá combinado! Mas, pelo amor de Deus, me dá um tempinho pra eu conseguir esse dinheiro.

Preso: se você não quiser pagar também, parceiro, eu vou atrás de você. Você tem até meio-dia pra arrumar tudo que é seu, da sua família inteira, irmão, ou sumir de Sorocaba.

Edson conseguiu os dados das vítimas por meio da própria polícia. Da cadeia, ele ligava para várias delegacias e se passava por delegado de outra cidade.

Por telefone, o criminoso dizia que estava no comando de uma operação e precisava do histórico sobre veículos roubados nos últimos dias. Os funcionários e policiais acabavam dando os detalhes dos boletins de ocorrência.

Com essa conversa, o preso conseguia várias informações, como endereços e até telefones das vítimas. Daí em diante, ele assumia um outro papel, ligava para os motoristas que tiveram o carro roubado e fingia ser o assaltante responsável pelo roubo. Fazia ameaças e pedia dinheiro para devolver o veículo.

No depoimento de uma outra vítima que caiu no golpe, um professor de São Paulo explicou que Edson se identificou como Pedrão. O golpista disse que estava com o veículo e, em troca, exigiu mil e quinhentos reais para devolver o carro. Ainda ameaçou: se não fizesse o depósito, ele e a família seriam mortos.

Todo o esquema de Edson foi descoberto por um delegado em Mogi das Cruzes. Ele começou as investigações depois que policiais da unidade onde trabalha também passaram a receber telefonemas de Edson Brito, se passando por delegado.

“Ele fazia mais de 200 ligações por dia, ligando para vítimas de todo o país”, declara Marcos Batalha, delegado.

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