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03/11/2010 - Diário do Grande ABC Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Procurador de empresa de fachada doou para Diniz

Por: Sérgio Vieira


O superintendente do Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), Diniz Lopes (PR), que não conseguiu se eleger deputado estadual, recebeu doações do procurador da empresa de fachada Comercial Nova Rochamar Construções, contratada emergencialmente pela autarquia, com documentos falsos, para fornecimento de pintor, pedreiro, ajudantes gerais e recepcionistas.

A Rochamar Construções Ltda., de propriedade de José Vieira da Rocha, que também assina como responsável pela Comercial Nova Rochamar, doou R$ 110 mil ao político do PR. Foram duas contribuições, sendo uma de R$ 50 mil no dia 22 de julho e outra de R$ 60 mil no dia 11 de agosto. As duas constam, conforme balanço divulgado no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), como depósito em espécie.

O valor recebido da Rochamar corresponde a 27,3% de tudo que foi arrecadado pelo então candidato, que chegou a R$ 403.044,28.

Diniz já havia recebido recursos da empresa de José Vieira da Rocha na eleição de 2008, quando disputou a Prefeitura - na ocasião, pelo PSDB - e ficou em terceiro lugar. Naquele ano, o procurador da Comercial Nova Rochamar foi bem menos generoso: quatro contribuições para a campanha, que totalizaram R$ 37,1 mil (uma de R$ 9.770, uma de R$ 5.000, uma de R$ 22 mil e outra de R$ 330).

Três dias após o primeiro turno, no pleito municipal, Diniz declarou apoio ao petista Oswaldo Dias, que venceu Chiquinho do Zaíra (hoje no PMN, na época no PSB) no segundo turno. Como retribuição ao apoio, Oswaldo acomodou Diniz na superintendência do Sama. Ele deixou o posto no fim de março para se candidatar a deputado estadual e foi reconduzido ao cargo por Oswaldo no dia 18.

Procurado ontem, Diniz apenas limitou-se a dizer que "a prestação de contas está disponível na internet".

FALSIFICADOS - O Diário revelou com exclusividade no dia 17 que o Sama havia contratado, de forma emergencial, a empresa de fachada Comercial Nova Rochamar, pelo período de seis meses, no valor total de R$ 143,5 mil (R$ 23,9 mil por mês). O acordo vence no dia 10.

Durante o processo licitatório, a Nova Rochamar apresentou dois atestados de capacidade técnica falsos, com assinaturas de dirigentes de outras empresas que sequer a conheciam. O balanço patrimonial, que mostrava ativo circulante de R$ 720 mil, obtido apenas 24 dias após a abertura da empresa, também era falsificado. No processo, que foi encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado, constam notas fiscais sequenciais para pagamento, o que comprova a ausência de outros serviços por parte da empresa.

A autarquia abriu sindicância para apurar irregularidades do contrato, mas o prefeito já disse que não cobrará da Nova Rochamar o dinheiro pago dos cofres públicos.

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