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01/11/2010 - Portal MS Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Video: Golpe em aposentados engana até os mais experientes

Uma carta informa à vítima que ela tem valores altos a receber, mas é preciso enviar uma parte do valor para advogados.

Além do prejuízo, a vergonha de mostrar o rosto.“É dolorido ser enganado”, explica uma vítima.

“É tão dificil ganhar dinheiro e de repente você perde essa quantia de uma hora para outra”, lamenta outra vítima.

Essas pessoas escondem a identidade porque caíram em um golpe e temem a reação de amigos e parentes.

“Na grande maioria dos casos são aposentados, pessoas com mais de 60 anos”, garante a delegada Ivone Rosseto.

A isca vem pelo correio: uma carta informa à vítima que ela tem valores altos a receber. São resgates de contribuições antigas feitas para fundos de previdência, aposentadorias privadas ou seguros de vida.

Mas para receber o dinheiro, a carta estabelece uma condição: antes, é preciso enviar uma parte do valor para supostos advogados, que dizem conseguir na Justiça a liberação do benefício.

“Esse golpe foi bem bolado. Porque é um golpe baseado em um direito que a gente pensa que tem”, alega uma das vítimas.

Um militar aposentado depositou R$ 5 mil na conta dos estelionatários. Ele esperava receber R$ 51 mil.

“Eles me convenceram de que realmente o dinheiro estava disponível. Tanto é que depositaram um cheque na minha conta”, lembra.

“O estelionatário quando ele percebe que a vítima está reticente, ele faz um depósito, normalmente com cheque furtado ou roubado, na conta da vítima”, explica a delegada.

“É estelionato, 171, conto do vigário”, diz a vítima.

Quem são os golpistas? A polícia não tem um perfil definido, mas é gente com uma conversa irresistível. Pelo telefone, convencem a vítima a depositar dinheiro na conta deles. E quando precisam dar o endereço da central da trapaça, não vacilam: muito vivos, chegaram a indicar um endereço de um cemitério na Rua da Consolação, em São Paulo.

Uma aposentada do interior do Paraná recebeu na carta a promessa de R$ 67 mil. “Eu ia comprar um carro com o dinheiro. Eles disseram que era para eu depositar R$ 1,3 mil e eu ia receber os R$ 67 mil. Daí eu pensei bem e falei: ‘vou ligar para minha filha’”, lembra.

Desconfiada, a filha entrou em contato com a rádio da cidade. O repórter Wilson Bala Garcia gravou a ligação feita para o golpista, que se identificou como José Teodoro.

Golpista: Isso aí, ela foi prejudicada naquela época da crise do Plano Collor.
Radialista: Da época do Collor ela tem direito a esse dinheiro?
Golpista: É, porque ela fez essa previdência e pagou, certo? Nessa época quem foi prejudicado está sendo liberado as quantias.
Radialista: Então não é só ela? Muita gente tá recebendo isso aí?
Golpista: É, muita gente.

O remetente da carta é de Fortaleza. A rua existe, mas o número indicado, não.

“São indivíduos no Brasil todo que aplicam esse golpe. São quadrilhas ou estelionatários que agem sozinhos que, percebendo-se da facilidade de conseguir essa vantagem, vem continuamente vivendo só disso”, aponta a delegada.

“Todo negócio que é rentável atrai novos participantes”, avisa o secretário da Superintendência de Seguros Privados (Susep) Eduardo Nakao.

Sete denúncias chegam todo dia ao Ministério da Fazenda As empresas de previdência também são vítimas e divulgam alertas pela internet. O nome delas é usado pelos golpistas em um documento padrão, recebido por aposentados de todo o país.

“O dinheiro já é suado. A pessoa trabalhou o tempo todo, a pessoa já é de idade e ainda vem os golpistas para fazer o aposentado sofrer mais ainda, É bom deixar claro que dinheiro não cai do céu”, reclama a diretora do Sindicato dos Aposentados de São Paulo, Alda Silvestre de Souza.

Este foi o recado que Dona Madalena Ribeiro recebeu no Sindicato dos Aposentados quando mostrou a carta que veio pelo correio. Ela teria mais de R$ 66 mil a receber.

“Nunca fiz nenhuma aplicação, nunca contribuí com nada, como que eu tinha esse dinheiro? Aí eu falei: ‘não isso aí é um golpe’”, lembra. A operária aposentada não caiu na lábia dos estelionatários.

“A gente pensa que as pessoas que caem no golpe são pessoas com pouco instrução, com pouca escolaridade, ou com pouco acesso a informação. Mas não é”, alerta a delegada.

“Esse tipo de ladrão não é aquele ladrão batedor de carteira que a gente está acostumado a ver na rua. Ele é estrategista. Ele monta uma estratégia para convencer pessoas, inclusive pessoas que conhecem a lei, pessoas bem informadas. Eles conseguem passar para trás”, avisa uma vítima.

Um homem é filho de uma aposentada que recebeu a carta em Minas Gerais.Ele acreditou nos golpistas: achou que ia receber R$ 32 mil, e ficou com um prejuízo de R$ 3mil.

“Minha mãe primeiro ficou frustrada porque eu perdi o dinheiro! Depois, porque ela não vai conseguir reformar a casa que ela tanto queria”, afirma.

Um alerta: os estelionatários estão de olho em novas vítimas.

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