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30/10/2010 - Jornal A Cidade Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresário acusado de crimes virtuais agora ensina como escapar deles

Por: Jucimara de Pauda

Denunciado por lesar 280 pessoas, Jack Oliveira agora se propõe a dar aulas de navegação segura.

O empresário Jack Roberto Oliveira agora vive de prestar consultorias a empresas que desejam montar lojas virtuais e a consumidores que não querem ser lesados na Internet. Não causaria espanto se ele já não tivesse sido preso, acusado, justamente, de dar golpes virtuais, vendendo produtos na Internet e não entregando aos compradores.

Em 2008, o empresário chegou a passar dois meses preso no Centro de Detenção Provisória acusado de estelionato e formação de quadrilha. Este mês, ele deu o primeiro passo na nova carreira ao montar o 1º Congresso Antifraude no Comércio Eletrônico. A principal dica: quem quer entrar no mundo do comércio eletrônico deve ter capital de giro.

"O empresário nunca deve utilizar o valor antecipado pelo cliente para gerir o negócio porque se algo der errado quem paga o preço é o consumidor e o empresário corre risco de deixar de ser pai de família e ser considerado um estelionatário aos olhos da justiça e autoridades."

Os laranjas

Jack diz que o mundo virtual está repleto de laranjas, isto é, pessoas que emprestam o nome para os golpistas agirem na rede.

"O que importa para o pirata é o dinheiro, e quem efetua a movimentação e o saque é quem cede a conta bancária, no caso o "laranja". O recrutamento (do laranja) é feito pela ambição do dinheiro fácil e rápido."

Jack ainda responde a 13 processos criminais por estelionato, mas acredita que o passado vai contribuir com o futuro dele e por isto mantém o blog no endereço www.oblogdojack.com.br onde conta a sua história e dá dicas de comércio eletrônico.

"Na medida do possível, pretendo mostrar às autoridades o funcionamento do comércio eletrônico e as responsabilidades de cada um, a do lojista, a do consultor e a do consumidor. Mas fico feliz: por onde passo a aceitação é boa e sou convidado para dar palestras sobre comércio eletrônico, riscos, e fraudes na internet."

Prisão

Jack foi preso em 2008, na casa dele, um apartamento na avenida João Fiúsa, zona nobre de Ribeirão Preto, por estelionato e formação de quadrilha.

Ele chegou a passar 2 meses no CDP e foi solto por falta de provas.

Na época, o delegado Gino Santana, que investigava o caso, afirmou que 280 pessoas foram vítimas das empresas Criart Super Shop, Wimax, Promarketing e Rabisck comandadas pelo empresário. Santana diz que Jack comprava as empresas que estavam em más condições financeiras e não fazia a transferência para o nome dele. A estratégia dele, segundo a polícia, era colocar produtos com preços baixos, vender e não entregar aos clientes. Jack nega as acusações e diz que apenas prestou consultoria para as lojas investigadas.

Protesto

A nova profissão de Jack Roberto Oliveira revolta pessoas que foram lesadas pelas empresas virtuais que venderam produtos pela Internet e não entregaram aos clientes - e que, segundo a Polícia Civil, eram comandadas por ele.

Na rede mundial de computadores é possível encontrar centenas de postagens contra o empresário. Umas destas pessoas é Benito Junior que comprou há três anos um notebook no site da Criat e pagou R$ 2.200. Ele nunca recebeu o produto.

"Jack virar consultor é uma ironia do destino. Ele, que sempre foi acusado de roubar seus clientes, comprando empresas idôneas para aplicar golpes, jamais poderia estar solto. O Brasil engatinha no que diz respeito a crimes virtuais e não existe punição para os golpistas."

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