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30/10/2010 - Diário de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Do falso à contrafacção e à Internet

Por: Pedro Fonseca


Exposição em Paris mostra como o falso e a cópia fazem parte da nossa sociedade e sensibiliza para o problema. Falsas são também as alegações de que os conteúdos fechados na Internet não funcionam para os jornais.

A falsificação e a cópia sempre existiram na história humana e não são sintoma da Internet. Uma exposição pedagógica em Paris recoloca a dimensão histórica do problema da cópia, da falsificação e do falso.

"Contrefaçon, la vraie expo qui parle du faux" (contrafacção, a verdadeira exposição que fala do falso) é uma mostra temporária que decorre desde Abril até Fevereiro de 2011 na Cité des Sciences et de l'Industrie, no parque de La Villete em Paris.

Com um conjunto notável de apoiantes e dinamizadores - do instituto francês de propriedade industrial ao serviço de alfândegas e inúmeras empresas (muitas delas presentes em Portugal mas que nada fazem neste capítulo da sensibilização pedagógica) -, mostra-se um conjunto de objectos falsificados que transformam em rea- lidade próxima ao espectador o que é a normal abstracção desse negócio ilegal.

No espaço de divulgação científica parisiense, quase a comemorar 25 anos, encontram-se imensos miúdos, o que explica a linguagem acessível e multimédia imposta na exposição, sem abandonar a fiabilidade do que é dito, escrito e mostrado (ou jogável). A pedagogia prolonga-se no site dedicado à exposição.

"Contrefaçon" propõe um percurso evolutivo, nem sempre histórico, da cópia aos desafios actuais com a Internet.

A cópia é natural, para aprender e evoluir. Há aves que imitam sons e cantos, o ser humano reproduz-se com genes copiados e reproduz canções, tecelagens ou modos de costurar de gerações antigas e ainda não patenteados. Picasso copiou Delacroix em Femmes de Alger e foi o que se viu.

Na II Guerra Mundial, os documentos falsos foram uma arma de guerra, assim como as fotografias manipuladas com objectivos políticos.

A 7 de Janeiro de 1791, Luís XVI promulgou a lei a proibir falsificações. Dois anos depois, o Louvre aceitou "copistas" para estimular a escola de artistas. Seguiram-se leis sobre o direito de autor, direitos patrimoniais, copyright e excepções, como o humor.

No século XX, os Guignols (antepassado francês do Contra-Informação) copiaram as maneiras e figuras dos políticos e personagens públicas para o televisivo Canal+.

A produção industrial tentou proteger as técnicas, marcas e selos de qualidade (como as regiões demarcadas) mas os falsários acompanharam a destreza industrial ou artística dos produtores originais. As tentativas de controlo técnico, como a inserção de hologramas, desencadearam inovações do lado dos falsificadores.

O genoma humano foi copiado e não se sabe o que pode advir daí.

Aumentaram a fraude científica e os falsos tesouros, como os Diários de Hitler. A globalização criou "continentes do falso", como a China, com produtos de luxo ou medicamentos à distância de uma ligação pela Internet e por poucos dólares.

Em resumo, como dizia a jovem da bilheteira, "olhe que é uma exposição muito interessante".

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