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29/10/2010 - Rádio Renascença Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Portugueses são vítimas fáceis dos falsificadores de arte

Por: Pedro Rios

A conclusão é de António Quadros Ferreira, coordenador do mestado em pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Noutros países, os consumidores seria difícil surgirem falsificações de artistas tão reputados como Picasso e Monet.

Quando, esta semana, António Quadros Ferreira recebeu a notícia da apreensão de 130 quadros falsos, atribuídos a nomes grandes da pintura como Leonardo da Vinci, Picasso e Monet, ficou preocupado.

“Há mercado para isto. Se isto existe é porque há mercado para isto”, diz à Renascença o coordenador do mestado em pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Em Portugal, há um público pouco consciente que não desconfia da autenticidade de quadros assinados por nomes tão importantes da história da arte, conclui Quadros Ferreira. “Penso que isto não aconteceria num país como a Alemanha e a França”, mercados com um público mais culto e menos “incauto”, refere.

A operação “Caverna do Tesouro” seguiu-se a outras duas de grandes dimensões, uma em Cascais, outra no Porto. Com cada uma delas, a Polícia Judiciária reforça uma tese: Portugal entrou na rota das falsificações de arte, quer como mercado consumidor, quer como ponto de distribuição para outros países.

Uma história antiga

Notícias como estas podem ser ainda raras em Portugal, mas a falsificação de arte é tão antiga como a própria arte. Há dois mil anos, os escultores romanos copiavam as esculturas dos gregos – os clientes queriam as esculturas originais, mas alguns mercadores acharam que seria mais conveniente (e ninguém daria pela diferença) se pusessem escultores a imitá-las. O acto teve um lado positivo: nasceu uma indústria de escultura em Roma.

Não é arte, mas pode ser um grande trabalho, reconhece o especialista, para quem “o acto de falsificar uma obra de arte implica competências no âmbito da história da arte”. “Quando a falsificação é muito boa, implica conhecimentos muito profundos”.

Sinais

Apesar do apuro técnico de alguns falsificadores, é “relativamente fácil” para alguém com conhecimentos em história da arte reconhecer uma falsificação. António Quadros Ferreira já ajudou a PJ a aferir da autenticidade de obras de arte e detectou que eram falsificações “com a maior das facilidades”.

Os materiais denunciam muitas vezes uma falsificação, sobretudo se o quadro tem, supostamente, mais de 100 anos. “É complicado fazer envelhecer os materiais”, refere. Há ainda “especificidades muito próprias” de cada artista, “não só em termos de técnica, mas também de gramática visual”.

Quando o olho nu não é capaz, há técnicas assistidas por computador ou forênsicas que ajudam a descobrir a verdade.

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