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28/10/2010 - D24am Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia Federal apura destino de R$ 5 milhões que iam ser sacados por camelô

Vendedor ambulante de São Paulo foi preso em setembro tentando sacar o dinheiro.

Manaus - A Superintendência da Polícia Federal (PF) no Amazonas investiga se seriam usados para compra de votos ou lavagem de dinheiro os R$ 5 milhões que o vendedor ambulante de São Paulo Edivaldo Lopes de Aguiar tentava sacar em Manaus, no dia 28 de setembro, quando foi preso por agentes federais. Segundo o delegado Eduardo Pontes, a prisão em flagrante do camelô, deu origem a dois inquéritos: um sobre falsidade ideológica e outro que apura o destino do dinheiro.

De acordo com o delegado, o vendedor ambulante foi preso pela PF sob a acusação de uso de documento falso, quatro dias antes do primeiro turno das Eleições, quando ia sacar os R$ 5 milhões em uma agência do Banco do Brasil, na praça 14 de Novembro, Centro. O delegado disse que a PF recebeu uma denúncia anônima, por telefone, informando que Edivaldo viajou de São Paulo para Manaus apenas para efetuar o saque.

“Ele foi preso em flagrante porque apresentou documento falso no momento da abordagem policial. O ambulante portava o RG do sócio majoritário da empresa Santher, Francisco Edivaldo Lopes, e tinha em mãos cinco ordens de pagamento em nome do empresário”, explicou o delegado. Cada ordem de pagamento tinha valor de R$ 1 milhão.

Segundo o delegado, a PF verificou que o endereço da Santher registrado na Receita Federal não existe. A quebra de sigilo bancário da empresa mostrou que o dinheiro foi repassado para a conta bancária pelo escritório da empresa Emparsanco em Manaus.

Reportagem da Folha de S. Paulo publicada ontem informou a prisão do camelô em setembro e afirmou que a Emparsanco S/A, com sede em São Paulo, abriu uma filial em Manaus em 2009 e, em seguida, ganhou uma licitação da Prefeitura, para operação tapa-buraco, no valor de R$ 69,9 milhões.

O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), coordenador da campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT) no Amazonas, autorizou pagamentos à Emparsanco. O site da Prefeitura informa que, de outubro de 2009 até maio de 2010, a empreiteira recebeu R$ 85,7 milhões pelos serviços.

De acordo com Pontes, a PF aguarda que a Justiça Federal autorize novos pedidos de quebra de sigilo bancário e escutas telefônicas para saber a ligação entre a Santher e a Emparsanco.
Pontes informou que a investigação inicial concluiu que a possibilidade de compra de votos em favor de candidatos à Presidência da República é muito pequena, apesar da ligação da Emparsanco com o Partido dos

Trabalhadores (PT). “A candidata petista, Dilma Roussef, tem expressiva votação no Amazonas, não faria sentido comprar votos para ela aqui, e sim nos Estados onde José Serra (PSDB) tem mais eleitores”.

O delegado disse ainda que R$ 5 milhões poderiam comprar o voto de até 100 mil eleitores, por R$ 50 cada, quantidade de votos que ele considerou pequena numa disputa presidencial. “Trabalhamos com a hipótese de compra de votos para candidatos ao governo, Senado ou deputados federal e estadual”, afirmou.

A PF divulgou várias apreensões de dinheiro como suspeita de compra de votos no período eleitoral, como o caso do presidente da Câmara Municipal de Amaturá, Siriaco Silva Gomes, detido com R$ 88 mil no porto de Manaus e da sobrinha do candidato Sidney Leite, Carla Regina Leite, com R$ 1,3 mil, mas não informou sobre a prisão do ambulante. O fato foi divulgado primeiramente pelo jornal Folha de São Paulo, ontem.

O delegado Eduardo Pontes disse que estava de férias quando o ambulante foi preso e não sabe por que a Superintendência não divulgou a prisão e apreensão, mas destacou que a PF não repassou informações espontaneamente para nenhum veículo de comunicação.

O inquérito sobre falsidade ideológica está em fase de conclusão, falta informações sobre os documentos falsos. A investigação sobre origem e destino do dinheiro será demorada e não tem prazo para conclusão. Edivaldo Lopes de Aguiar está preso em Manaus. Ele é natural do Ceará e informou que morava em São Paulo.

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