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21/06/2007 - Reuters Brasil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Dos bancos ao crime, revolução dos celulares atinge a África

Por: Daniel Flynn


DACAR (Reuters) - Do uso em negócios bancários até o crime organizado, os celulares estão revolucionando as vidas dos africanos, enquanto as companhias de telefonia estrangeiras lutam por uma fatia no mercado que cresce mais rapidamente no mundo.

Tendo chegado ao continente nos anos 1990, as companhias estão agora em busca de tecnologia barata e crescimento econômico, e do sucesso alcançado pela pioneira Souto África MTN .

Em meados dos anos 1990 existiam mais celulares na cidade de Nova York do que em toda a África. Neste ano, o continente africano passou da marca dos 200 milhões de celulares, apenas dois anos depois de bater os 100 milhões.

Analistas acreditam que os números possam dobrar novamente em cinco anos, com a operação de empresas como a Celtel e a francesa Orange disputando uma fatia do mercado.

O ex-ministro das Comunicações da Nigéria David Mark, atualmente presidente do Senado, chegou a dizer que o telefone não era coisa para os pobres. Mas aqueles dias ficaram no passado e a mudança para milhões de africanos foi dramática.

"O telefone celular é motivo de orgulho, um símbolo de status... para as pessoas que costumavam ser completamente marginalizadas", disse Solange Konan, diretora de uma cooperativa de fazendeiros de cacau na Costa do Marfim.

Os fazendeiros africanos que moravam em regiões afastadas costumavam enfrentar grandes jornadas e até bandidos para checar os preços de exportação dos seus produtos, mas agora eles apenas telefonam para checar o preço.

Para os quatro quintos de africanos trabalhando no setor informal, os celulares permitem que pequenos empreendedores, como eletricistas ou carpinteiros, estejam em contato com os clientes e organizem seu trabalho.

"O celular realmente aumentou a produtividade na África", disse Thecla Mbongue, pesquisadora da Informa Telecoms and Media.

Os celulares também estão tapando buracos em outros serviços. Com a falta de postos bancários fora das cidades, a empresa Safaricom, do Quênia, lançou neste ano um projeto que permite aos clientes transferir dinheiro usando um serviço SMS (mensagem de texto celular).

Mas os telefones celulares também oferecem mais oportunidades para o crime organizado. Os grupos de crime organizado estão passando de "crimes sujos" como drogas e tráfico, para "crimes limpos", como as fraudes em telecoms, dizem especialistas.

Os crimes incluem gangs que roubam celulares e vendem ligações e que sequestram caminhões carregando cargas de celulares. As máfias também penetram na base de dados das empresas telefônicas e retiram usuários das listas de cobrança e eles passam a fazer ligações gratuitas.

"A fraude está em alta porque as novas tecnologias oferecerem maiores oportunidades", disse Giles Lucas, especialista da empresa de software Basset Labs.. Mas ele acrescentou: "Se nós eliminássemos todos os celulares roubados da África, as companhias ficarão sem clientes".

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