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19/06/2007 - Gazeta Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estudante que enganava segurados era estelionatário organizado, segundo delegada da Polícia Federal


"Ele era um estelionatário muito organizado". Foi assim que a delegada responsável pela Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da Polícia Federal, Vanilda Alves Nascimento, definiu o estudante do 4° Período de Direito de uma faculdade de Vitória, Fabrício Carlos Rodrigues Loureiro, 30 anos. O rapaz é acusado de comandar uma quadrilha formada para enganar segurados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). A organização criminosa pode ter movimentado entre R$ 500 mil e R$ 700 mil, em três anos de atuação na Grande Vitória. Foram presas também a mulher de Fabrício, a cunhada dele e uma desempregada que auxiliava as fraudes.

A delegada revela que o estudante separava a contabilidade da quadrilha em diversas pastas, organizadas. O material foi apreendido pela Polícia Federal durante a Operação Camaleão. Os trabalhos receberam esse nome, segundo Vanilda Alves, porque casa um dos detidos tem pelo menos quatro identidades falsas. Os documentos ainda não foram todos analisados pela polícia e são muitos. Segundo a polícia, o estudante se apresentava para as vítimas como "Doutor Fabrício Carlos Loureiro" ou somente "Doutor Fabrício". A delegada convoca as pessoas que tenham sido atendidas pelo estelionatário para que procurem a superintendência da Polícia Federal. De posse de vários documentos de vítimas, a delegada agora entra em contato com as pessoas que foram atendidas pelo estudante na tentativa de devolvê-los aos proprietários.

Para aplicar o golpe, Fabrício Loureiro pedia que as vítimas assinassem uma procuração dando-lhe plenos poderes. Ele falsificava laudos periciais para conseguir não só o auxílio-doença, como auxílio-funeral e até aposentadoria por invalidez. O próprio estudante, a mulher, a cunhada e a desempregada, que foram presos na Operação Camaleão, recebiam como aposentados. Fabrício falsificou os laudos apontado que os integrantes da quadrilha eram dependentes químicos.

Um médico de uma clínica particular está sendo investigado por emissão de um laudo ortopédico usado na aquisição de benefícios previdenciários de forma fraudulenta. A Polícia Federal vai investigar se há envolvimento de funcionários públicos no golpe.

O superintendente Geraldo Guimarães afirmou que só ao INSS, o prejuízo estimado é de R$ 60 mil. A Polícia Federal está analisando mais de 60 processos apreendidos na casa de Fabrício Loureiro, na Praia dos Recifes, região de Terra Vermelha, em Vila Velha. O delegado informou ainda que não dá para estimar o valor total da fraude. "As investigações estão apenas começando. Vamos investigar se há envolvimento de outras pessoas. Sei que o patrimônio dele é incompatível com a renda que recebia".

O estudante Fabrício Carlos Rodrigues Loureiro não quis dar declaração à imprensa, limitado-se a dizer que é inocente. O universitário era carteiro, mas por não ter tempo de se dedicar às fraudes pediu demissão dos correios. Ele recebe um benefício fraudulento de aposentadoria por invalidez e aumentava a renda com empréstimos consignados de segurados do INSS. Na casa dele, a polícia apreendeu dois carros novos, documentos usados na fraude e um computador portátil. Além de uma casa duplex, na Praia dos Recifes, em Vila Velha, Fabrício tinha dois escritórios, em Terra Vermelha e Jardim Limoeiro, na Serra.

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