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21/10/2010 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mais de mil empresas são investigadas por fraude que causou rombo de R$ 2,4 bi

Por: Karina Lignelli e Rennan Setti


SÃO PAULO e RIO - Mais de R$ 2,4 bilhões. Esse foi o prejuízo para os cofres públicos devido à sonegação fiscal e outras práticas por 1.086 empresas de 12 estados do país. Além de autuar essas empresas, a operação de combate à sonegação do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC) deflagrada nesta quarta-feira apresentou 405 denúncias, com o envolvimento de 678 pessoas.

O prejuízo estimado em sonegação fiscal foi de R$ 1,372 bilhão. Mas a investigação, realizada por uma força-tarefa que reuniu Ministérios Públicos estaduais, secretarias da Fazenda e as polícias Civil e Militar, também calculou um rombo de mais R$ 1,093 bilhão em outras irregularidades não criminais (infrações administrativas como o não pagamento de impostos, que pode ser negociado através de parcelamento ou quitação).

Pelo balanço da operação, só no Rio foram registradas 61 denúncias contra 31 empresas, somando R$ 112 milhões em sonegação. O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou 90 pessoas por crimes tributários e corrupção. Só três empresas distribuidoras de combustível devem juntas R$ 101 milhões por sonegação de ICMS. Em São Paulo, houve um rombo de R$ 547 milhões em sonegação, o que representa 30% do total.

O sócio da Dínamo Distribuidora de Petróleo (cujo nome não foi divulgado), localizada em Duque de Caxias, é acusado de não repassar R$ 42 milhões do imposto ao fisco entre setembro de 2005 e abril de 2008. Com multas e correção monetária, o débito chega a R$ 98 milhões. Em quatro denúncias, o promotor Reinaldo Lomba, da Coordenadoria de Combate à Sonegação Fiscal (Coesf) do MPRJ, pede a prisão do sócio da Dínamo por até 111 anos.

O MPRJ também denunciou o administrador da Arrows Petróleo do Brasil, em Niterói, que tem débito tributário de R$ 1,3 milhão, e os dois sócios da Petrogold Distribuidora, que deve R$ 2,4 milhões e fica em Duque de Caxias. No início da noite desta quarta-feira, o GLOBO telefonou para as três empresas, mas ninguém atendeu. O advogado da Dínamo, Elmiro Chiesse Júnior, não retornou as ligações.

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