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23/10/2010 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Sites que dão empréstimos pela internet chegam ao Brasil

Por: Fernando Braga

Mas o Banco Central alerta que eles estão fora da lei

Os altos juros cobrados por cartões de crédito e cheque especial estão fazendo com que pessoas em busca de empréstimo rápido busquem sites de relacionamento que oferecem taxas mais baixas do que as realizadas pelo mercado. A ideia é simples: reunir num único lugar um cadastro com o perfil de várias pessoas que estão precisando de determinada quantidade de dinheiro. Desse modo, emprestadores escolhem a quem estão dispostos a oferecer seus recursos, cobrando juros menores dos que os das instituições financeiras. A atividade, recente no Brasil, parece ser vantajosa. Mas tanta facilidade pode ter um custo alto, já que o Banco Central alerta que essas redes sociais agem à margem da legislação.

Elas não estão credenciadas como instituições financeiras, diz o BC. É o caso do site Fairplace (www.fairplace.com.br), lançado há seis meses no país e que já conta com 14 mil pessoas cadastradas. A intenção é colocar milhares de indivíduos em contato. A rede social reúne pessoas interessadas em tomar recursos com outras interessadas em emprestar dinheiro. O principal motivo para que alguém ofereça dinheiro na internet é o lucro: um empréstimo de risco médio para outra pessoa garante um retorno de cerca de 3,2% ao mês em juros, algo que chega a ser mais vantajoso do que a poupança, o CDB e outros investimentos de renda fixa, aplicações que não pagam nem 1% ao mês.

Cadastro

Para conseguir um empréstimo que pode chegar a R$ 5 mil, o interessado deve preencher um longo cadastro em que informa seus dados pessoais e financeiros. Com as informações em mãos, o site pesquisa o histórico de cada candidato e o classifica numa escala de maior ou menor risco. A avaliação é feita pela empresa especializada em crédito Serasa Experian. O diferencial é que as taxas cobradas dos tomadores de crédito são decididas por meio de um leilão promovido pelos emprestadores. “Isso gera uma competição entre quem quer emprestar o dinheiro, fazendo com que as menores taxas sejam escolhidas”, explicou o diretor do site, Eldes Mattiuzzo.

Entre o cadastro e a liberação do empréstimo, há um prazo médio de 18 dias. Mattiuzzo afirma que o site incentiva o investidor a distribuir o dinheiro que deseja emprestar entre vários tomadores para diminuir o risco de calote. “Não damos garantia nenhuma”, lembra. “Apenas facilitamos o encontro entre as pessoas.”

Usuários reclamam

Para o Banco Central, esse tipo de atividade é ilegal e tem gerado vários questionamentos de consumidores, uma vez que os sites realizam empréstimos, mas não são credenciadas como instituições financeiras. Dessa maneira, toda operação que é feita por meio da rede de relacionamento acaba sem ser fiscalizada por um órgão competente.

A página de suporte do site deixa claro que a empresa não é regulada pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Trata-se de uma sociedade prestadora de serviços de intermediação e captação de empréstimos entre particulares por meio virtual”, diz. “A Fairplace não faz qualquer tipo de concessão direta de empréstimos ou financiamentos. Apenas usamos nossa plataforma na internet para reunir as pessoas interessadas no negócios”, argumenta Mattiuzzo.

Mas o que o site ganha, então, promovendo esses encontros? A cada parcela recebida pelo emprestador, 2% ficam com o Fairplace. Já quem recebe o empréstimo tem que pagar uma comissão de 5% em um ano ou 8% em dois anos. Questionado sobre se a rede social pratica uma espécie de agiotagem dos novos tempos, Mattiuzzo foi incisivo. “De acordo com a lei, agiotagem é praticar juros acima do mercado. Nossa intenção é justamente a inversa, já que queremos reduzir as taxas para as pessoas que estão atrás de dinheiro”, aponta.

Em seis meses de vida, o site já mediou a negociação de 410 empréstimo que atingiram a marca de R$ 1,6 milhões. Além do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), o Correio procurou os Procons de Brasília e de São Paulo para levantar se houve queixas anotadas até o momento contra o site e os órgãos disseram que nada foi registrado. No entanto, recomendaram que os usuários tenham cautela com as promessas de juros muito baixas e que leiam com atenção os contratos firmados.

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