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22/10/2010 - O Dia Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Operação Veloz: valor do desvio pode passar de R$ 1 milhão por ano

Por: Leslie Leitão

Quatro integrantes de grupo que fraudava operadora de telefonia são presos na Baixada e em condomínios de luxo. Chefe do esquema é engenheiro e trabalhou na empresa.

Rio - Após um ano de investigações, a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), com apoio de outras especializadas, desencadeou ontem a Operação Veloz, para desmantelar esquema de fraudes contra empresas de telefonia e seus clientes. A polícia cumpriu 33 mandados de busca e apreensão no Rio e na Baixada Fluminense, e prendeu quatro pessoas. Ainda há cinco foragidos. Segundo a DRF, um dos presos, o engenheiro Jorge Anderson Bessa, de 41 anos, é o líder da quadrilha. Ele foi capturado em Nova Iguaçu.

Ex-funcionário de uma operadora, o engenheiro havia sido demitido há um mês. Ele era responsável por acessar dados e obter senhas secretas. Marcos Vinícius Parreira foi preso no condomínio Península, na Barra da Tijuca. No Barra Bali, no Recreio, o casal Paulo Brusamarello, 49 anos, e Tatiana Brusamarello, 40, recebeu voz de prisão.

O cálculo do desvio, segundo os investigadores, não é possível ser feito, mas acredita-se que ultrapasse R$ 1 milhão por ano. Todos vão responder pelos crimes de furto de sinal, formação de quadrilha e estelionato. “Só a auditoria da empresa poderá calcular o prejuízo. São milhares de usuários”, disse o delegado Marcelo Martins, da DRF.

O grupo agia em pelo menos três estados — Rio, Ceará e Bahia —, usando duas empresas terceirizadas que prestavam serviços irregulares de acesso à Internet de várias formas. Uma delas, aumentando a velocidade de conexão de um cliente. Outra, diminuindo-a e repassando o restante desviado a outros usuários.

“Um condomínio pedia à empresa a conexão de Internet, mas alguém dizia que por problemas técnicos era impossível fazer o serviço. Depois, outro técnico procurava o condomínio e fazia o serviço clandestino. Então, com o desvio de sinal de uma pessoa que pagava para ter 8 mega em sua casa e recebia apenas um, eles repassavam os outros sete para esses condomínios”, explicou o delegado.

Serviço custava R$ 500 por semestre, diz delegado

Coordenador da operação, o delegado Marcelo Martins disse ainda que cada cliente pagava R$ 500 por semestre pelo serviço. Além dos 25 indiciados e de outros ex-funcionários que continuam sendo investigados, alguns desses clientes também estão sendo monitorados pela polícia.

“Com certeza a maioria não sabe, realmente, que está sendo beneficiada por uma fraude. Mas alguns sabem, sim”, afirmou o delegado, que deverá pedir ajuda ao Núcleo de Combate à Lavagem de Dinheiro para fazer uma análise de toda a documentação apreendida.

Na casa de uma das investigadas, Cássia Pereira da Silva, os policiais recolheram um caderno de contabilidade com nomes e endereços de boa parte dos usuários beneficiados pela fraude. É a partir dela que a DRF vai estimar o tamanho do desvio.

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