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19/10/2010 - Gazeta Brazilian News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

"Agentes" de Viagens: Novo Foco das Fraudes

Por: Marisa Arruda Barbosa


Já são bastante conhecidas entre membros da comunidade, as fraudes e problemas vindos das empresas de mudança. Novas reclamações têm mostrado uma nova tendência de foco das fraudes: agentes de viagens.

É importante que fique claro, no entanto, que ainda há muitas empresas sérias no mercado, e muitas que fecharam por causa da crise econômica, não causaram nenhum dano, mostrando compromisso com o consumidor até o final.

Não foi esse o caso da Beta Travel, uma agência em Deerfield Beach (localizada na 583 East Sample Rd). Quem for procurar informações sobre suas passagens no local, dará com a cara na porta, sem aviso algum, e dificilmente conseguirá falar com alguém por telefone ou e-mail.

Foi isso que aconteceu com Alessandra Cortazio, que já fazia seus preparativos para viajar para o Brasil com uma passagem comprada desde março. Porém, quando resolveu procurar sua agente, Maria Betânia Matias e a assistente Layanne para esclarecimentos, não obteve resposta.

A cliente então resolveu ir até o endereço em Deerfield Beach. O espaço está vazio e vizinhos disseram não saber de nada. “Uma amiga havia me falado dessa agência, onde ela comprou passagem por um preço mais baixo”, disse Cortazio. “Eu esperei ela voltar de viagem, e já que tudo ocorreu bem, resolvi comprar a minha por US$ 776, para ir em novembro e voltar em dezembro”. Além disso, de acordo com Cortazio, o fato da Beta Travel anunciar na Globo Internacional deu mais credibilidade à agência.

O mesmo aconteceu com Derlimario Teixeira, que comprou em setembro uma passagem para ir em fevereiro do ano que vem. Ao passar na frente da loja vazia, Teixeira suspeitou e tentou procurar a agência, mas ainda não havia obtido retorno até o fechamento desta edição.

“Eu resolvi então ligar na TAM e fui informado que minha reserva está feita mas ainda não foi paga”, disse Teixeira. “Me disseram que se não for paga até dia 29 de outubro, a reserva será cancelada”. Teixeira pagou US$860,00 pela passagem.

Cortazio também entrou em contato com a TAM e descobriu que sua passagem nunca foi emitida.

O Gazeta contatou um representante da TAM, que disse que a companhia só trabalha diretamente com agências registradas com a IATA (International Air Transport Association) e ARC (Airlines Reporting Corporation). Agências como a Beta Travel, teriam usado outra agência licenciada para a emissão da passagem.

Uma pesquisa no site da Divisão de Serviço ao Consumidor da Flórida, mostra que nem o nome da empresa, nem da dona, são registrados nem como vendedores licenciados.

Conseguimos falar rapidamente com Maria Betânia Matias por telefone. Ela confirmou o fechamento da empresa, mas alega não estar fugindo de seus clientes. Matias afirma que cerca de 10 passageiros ainda têm suas passagens pendentes, pois, segundo ela, não concordaram em pagar a diferença de preço entre a reserva e a data em que o bilhete seria emitido. Além disso, Matias diz não ser ela a dona da empresa.

Cortazio disse que, segundo a propaganda na Globo Internacional, Matias é a dona da empresa, que aparece na fatura do cartão de crédito com o nome de EZ Way Travel. Além disso, a cliente diz que nunca lhe foi dito que sua passagem mudaria de preço, pois ela só cogitou mudar a data, mas decidiu o contrário quando viu o aumento de preço.

“Ninguém me contatou para dizer nada”, disse Cortazio. “Eu acabei de comprar uma outra passagem pois preciso ir para o Brasil para um tratamento médico. Acabei de gastar US$1.420,00, fora o meu prejuízo de 776 dólares. Você acha que eu não pagaria a diferença para continuar com a minha passagem? Nada me foi oferecido. Se eu não quisesse pagar a diferença não iria comprar outra passagem”.

Além disso, Cortazio ligou na TAM e descobriu que o e-ticket em seu nome é falso e que o preço de US$776 não existe para a época que ela iria viajar (com ida em novembro e volta no final de dezembro). Nem a agente, nem ela poderia emitir o bilhete agora.

“Ao comprar com qualquer agência, é o cliente quem assume a responsabilidade de verificar se é uma agência séria ou não, mas eles acham que é responsabilidade nossa”, disse o representante da TAM. “É como um mecânico. Se você leva o carro a um lugar mais barato e sem licença, é você quem assume o risco. Ele pode fazer um bom trabalho, ou não”.

Um pouco antes de fecharmos esta edição, Cortazio nos informou que Matias a contatou, dizendo que queria devolver o dinheiro, enviando um “money order” para o seu endereço, agendado para o dia 20 de outubro.

Diferença entre agente emissor e agente vendedor

De acordo com Bella Ferreira, dona da Bella Travel, uma agência de viagens completa com autonomia de emissão de bilhetes precisa ter, além de todas as licenças normais para funcionar como empresa, outras licenças adicionais como: SELLER OF TRAVEL – emitida por Tallahassee e ARC (Airlines Reporting Corporation), corporação que defende o direito das companhias aéreas.

Segundo Ferreira, há diferença entre uma agência de viagens emissora e o agente vendedor. “A agência, além de emitir os bilhetes de viagens dos seus próprios clientes, é reconhecida no mercado de viagens e turismo de qualquer local, através de uma associação chamada ARC ou IATA”, disse Bella. Já o agente de viagens independente, é aquela pessoa ou empresa que precisa ter as licenças normais, mas não possui a licença para emitir bilhetes, motivo pelo qual trabalha com alguma agência que tenha a devida licença. O agente não tem o direito de receber pagamento em seu nome, mas em nome a agência que emite o bilhete.

A agência de viagens autoriza um agente independente para que possa abranger um vasto território de demanda, e para adicionar as vendas ao montante de produção, para melhores condições de contratos, consequentemente melhores preços para o mercado consumidor.

“Seria extremamente benéfico para todos se essas pessoas autorizadas respeitassem a parceria e também o consumidor”, disse Bella.

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