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20/10/2010 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

José Justo acusado de desviar 1,3 milhões

Por: Margarida Luzio


José Justo, ex-presidente de uma União de Cooperativas transmontana, remeteu-se, ontem, ao silêncio, no Tribunal de Chaves, num processo em que é acusado de ter enganado o Ministério da Agricultura para utilizar para outros fins um subsídio de 1,3 milhões de euros.

Com cerca de duas horas de atraso, a primeira sessão de julgamento do ex-presidente da União de Cooperativa de Batata da Semente do Norte (UCBSN), José justo, acusado de um crime de fraude na obtenção de subsídio, ficou-se pela audição de três testemunhas de acusação.

Na origem do processo está o Fundo de Apoio à Produção da Batata-Semente, criado em 1997, e destinado a promover acções e projectos para a melhoria da qualidade e produção deste produto.

A sua gestão e administração foram entregues à UCBSN. No entanto, o dinheiro (público) teve outro destino. Foi utilizado para pagar um empréstimo que a União de Cooperativas tinha contraído para comprar a maioria do capital de uma empresa, a Biorope (também ligada à produção de batata).

A utilização do fundo para a "revitalização" da Biorope foi autorizada, por despacho, pelo então ministro da Agricultura. Mas, agora, o Ministério da Agricultura diz-se enganado por José Justo, a quem acusa de ter escondido deliberadamente a verdadeira situação económica da Biorope, que na altura estaria condenada à falência.

Ontem, Anabela Adónis, então inspectora da Inspecção Geral da Agricultura, a quem cabia a fiscalização da utilização do fundo, garantiu que este organismo sempre pôs em causa a legalidade do despacho do ministro por contrariar o espírito da Portaria. Disse, ainda, que o ministro se socorreu de um parecer solicitado a um professor universitário.

No final da audiência, em declarações à Imprensa, o advogado de José Justo, Artur Marques, garante que "ninguém foi enganado", e salientou que "a Biorope existe, tem um património valiosíssimo", e que o seu cliente ainda hoje acredita na sua viabilização.

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