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19/10/2010 - Alagoas 24 horas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presa quadrilha paulista acusada de fraudar Nota Fiscal Alagoana

Por: Danielle Silva e Vanessa Alencar

A fraude foi descoberta há cerca de três meses, durante o 5º sorteio da NFA. O prejuízo estimado é de R$ 50 mil.

Dez paulistas foram presos ontem (18) em seis municípios de São Paulo, acusados de fraudar o programa Nota Fiscal Alagoana. Em entrevista coletiva à imprensa, o secretário de Defesa Social de Alagoas, Paulo Rubim, o secretário adjunto Washington Santos e a coordenadora do Programa Nota Fiscal Alagoana da Secretaria de Estado da Fazenda, Aída Gama, falaram sobre a prisão da quadrilha que causou um desfalque de aproximadamente R$ 50 mil no programa.

Aída Gama afirma que a fraude foi descoberta há cerca de três meses, durante o 5º sorteio da NFA. Os analistas da Sefaz, que realizam o controle do programa, notaram que uma empresa denominada HP2000 aparecia com muita frequência e desconfiaram de fraude.

A Sefaz descobriu que a empresa era fantasma. Os responsáveis pela HP2000 utilizavam CNPJ de bancos e prefeituras alagoanas para acumular créditos do programa. As denúncias foram encaminhadas à SEDS, que acabou descobrindo o esquema fraudulento.

Segundo a investigação, os estelionatários utilizaram cerca de 1.500 CPFs e CNPJs de alagoanos para converter em valores. Para se ter uma ideia, apenas 90 mil alagoanos estão cadastrados no programa, outros 400 mil apenas solicitam nota fiscal com o CPF, o que facilitou que a quadrilha utilizasse programas piratas para adquirir os dados dos alagoanos.

“Eles utilizavam os dados de consumidores não cadastrados no programa para realizar cadastros e transferiam os créditos para a conta deles”, explicou Aída Gama, acrescentando que os alagoanos cadastrados no programa não tiveram problemas.

O secretário adjunto da SEDS informou que a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as denúncias e designou o delegado Medson Maia para assumir o caso. Depois das investigações, quatro agentes da PC seguiram com o delegado para São Paulo onde montaram uma operação conjunta com a polícia local a fim de prender a quadrilha que estava espalhada por seis municípios paulistas.

“Com o apoio da polícia de São Paulo, conseguimos cumprir os mandados de busca e apreensão e de prisão temporária expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital”, disse Washington Santos.

Foram presas dez pessoas: Wellington dos Santos Nogueira Júnior e a esposa Lílian Cristina do Nascimento Lima, no município de Araçatuba; Julio César de Melo, no município de Rancharia; Lúcio Ventura Rodrigues, em Botucatu; Sônia Regina Guedes Cipriano e Luis Antônio Mendonça, em Praia Grande; Iva Rita Mendonça, em Santos; e Keyla Cristina de Melo, o esposo Alexandre Sebastião de Souza e sua mãe, Maria Alice de Souza, detidos em Ibitinga.

A prisão de Alexandre Souza teve uma particularidade. Além de apreender documentos falsos de alagoanos, a polícia encontrou arquivos de pedofilia e pirataria em seu computador. A quadrilha está sendo acusada de formação de quadrilha, estelionato e documentação falsa. No caso de Alexandre, além desses crimes, também responderá por pedofilia e pirataria.

Os integrantes da quadrilha estão presos nas respectivas cidades em que foram presos, mas o secretário Paulo Rubim afirmou que está providenciando a transferência para Alagoas.

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