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20/10/2010 - Diário do Grande ABC Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Promotor denuncia tesoureiro do PT por fraude na Bancoop


O MP (Ministério Público) pediu ontem abertura de processo contra o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, por formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Os crimes teriam sido praticados quando o petista foi diretor administrativo da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários) de São Paulo, fundada em 1996 por um núcleo do PT. A denúncia também pediu a quebra dos sigilos fiscal e bancário e o bloqueio de bens de Vaccari e de outros cinco ex-dirigentes da Bancoop, também acusados no processo.

Para a promotoria, houve rombo de R$ 68 milhões nos cofres da Bancoop e prejuízos a 1.126 cooperados que não receberam suas unidades, com valor somado de R$ 100 milhões. Parte do desvio, diz o MP, teria abastecido suposto caixa 2 de campanhas do PT.

A promotoria informou sobre o processo ontem, durante depoimento de quatro horas à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Bancoop na Assembleia Legislativa.

Cerca de 100 cooperados lotaram o plenário do Legislativo e vaiaram parlamentares do PT que acusaram a promotoria de agir movido por interesses eleitorais a serviço do PSDB. "A denúncia do promotor tem tintas tucanas", disse o deputado Vanderlei Siraque (PT).

O advogado da Bancoop, Pedro Dallari, chamou as acusações de "fantasiosas" e "sem consistência". "O inquérito tramita há quase cinco anos e a direção da Bancoop nunca foi ouvida. Curioso que a denúncia tenha sido apresentada a apenas dez dias da eleição", afirmou.

Vaccari foi diretor administrativo e financeiro da Bancoop, cargo que assumiu em substituição a Ricardo Berzoini, fundador da Bancoop e ex-presidente nacional do PT. Depois, Vaccari ocupou a presidência da entidade até afastar-se, em março, para ser tesoureiro do partido.

Inquérito - O MP investiga a Bancoop desde 2007 e afirma ter identificado "negócios escusos" com recursos dos cooperados. "O esquema para ocultação dos valores provenientes da prática dos crimes de estelionato contava com sofisticada manipulação de dados dos balanços contábeis", sustenta a promotoria.

Segundo a denúncia, a empresa fantasma Mizu Gerenciamento serviu para captação de recursos da Bancoop e destinação para campanhas políticas eleitorais do PT - mapeamento parcial identificou repasse de R$ 200 mil para o partido.

As investigações apontam ainda que a empresa Germany, fornecedora da Bancoop, teria movimentado R$ 50 milhões em contabilidade paralela. "A Bancoop pode ser qualquer coisa, menos uma cooperativa. É um verdadeiro balcão de negócios criminosos", declarou o MP.

O advogado de Vaccari, Luiz Flávio Borges D''Urso, rechaçou a denúncia. "Posso afiançar que ela é absolutamente improcedente. Nada disso procede."

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