Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

16/10/2010 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Braço direito de Dilma na Eletrobras envolvido em fraude milionária contra banco alemão


SÃO PAULO.O banco público de desenvolvimento da Alemanha, Kreditanstalt fur Wiederaufbau (KfW) ingressou com uma ação de danos materiais e morais no Brasil no qual envolve a candidata Dilma Rousseff (PT) e um de seus homens de confiança no setor elétrico, Valter Luiz Cardeal de Souza, presidente de uma subsidiária da Eletrobrás, em um escândalo que envolve empréstimos fraudulentos de 157 milhões de euros.

Nove pessoas, entre elas quatro militantes do PT gaúcho, respondem a processo na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, após a investigação da Polícia Federal que constatou, em 2007, crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa e estelionato. Cardeal e Dilma não são acusados neste processo.

Porém, o banco alemão decidiu ingressar com uma outra ação, na 10ª Vara Cível de Porto Alegre, para pedir indenização à CGTEE (Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica), que é presidida por Cardeal. De acordo com a revista "Época", que teve acesso à ação, o banco alemão sustenta, com relatos, fotos e documentos que Cardeal e Dilma tinham conhecimento da fraude montada em torno das garantias legais exigidas para o empréstimo, que seria usado para a construção de sete usinas de biomassa que não saíram do papel.

"Até mesmo alguns políticos conheciam os fatos, como o então ministra Dilma Rousseff", diz a ação da KfW, que sustenta que a petista foi informada sobre a transação e obtenção das garantias do empréstimo durante um seminário da Alemanha em janeiro de 2007. A CGTEE, como subsidiária de estatal é vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal de assumir compromissos de fiador para empréstimos internacionais. O caso teria sido apresentado em um dos painéis sobre negócios no Brasil. A assessoria da presidenciável confirma a participação no evento, mas nega que esse negócio tenha sido discutido.

O banco alemão tenta demonstrar que a oferta da garantia fraudulenta da CGTEE para o empréstimo a duas empresas privadas brasileiras sem patrimônio suficiente eram de amplo conhecimentos das autoridades do setor elétrico do Rio Grande do Sul, como Cardeal e também Carlos Marcelo Cecin, ex-diretor da CGTEE e um dos elaboradores do projeto Luz Para Todos, programa-vedete de Dilma.

Cecin é um dos acusados na Justiça Federal e confirmou na ação cível que os detalhes do empréstimo "era um assunto de conhecimento de todo mundo", inclusive Cardeal, que esteve na Alemanha com o acusado de ser o mentor do golpe, Erwin Alejandro Jaegger, representante da empresa alemã CCC Machinery, que intermediou os financiamentos das duas empresas brasileiras, Winimport e Hamburgo, com o KfW.

Procurada, a assessoria da Eletrobrás não conseguiu localizar hoje o diretor Valter Cardeal.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 501 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal