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12/06/2007 - A Tarde Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

CPI apura manipulação de resultado no Carnaval do RJ


A Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Vereadores do Rio criada para apurar a suspeita de fraude no resultado do desfile das escolas de samba deste ano recebeu hoje relatório da Polícia Federal sobre os indícios recolhidos durante a Operação Furacão. No documento, o delegado Emmanuel Henrique de Oliveira, que dirigiu a ação, sugere aos membros da CPI do Carnaval, com base nas escutas telefônicas, que investiguem a possível manipulação do resultado, que deu à Beija-Flor o título de campeã do Rio.

Na Operação Furacão, desencadeada em abril, foram presos acusados de contravenção como Aniz Abraão David, presidente de honra da Beija-Flor, e Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, então presidente da Liga das Escolas de Samba (Liesa). No relatório da PF, repassado aos vereadores pela 6º Vara Federal Criminal, o delegado faz referência a conversas de Júlio Cesar Guimarães Sobreira, sobrinho do Capitão Guimarães que também foi preso pela PF, com auxiliares. Integrante da diretoria da Liesa, Júlio era o responsável pela escolha e orientação dos 40 jurados. Nas ligações, ele trata da entrega de kits a jurados, o que poderia ser interpretado como pagamento de propina.

Foi num escritório de Júlio Guimarães que a PF encontrou um armário com fundo falso que escondia dinheiro vivo. Ele era secretário-geral da Associação de Bingos do Estado do Rio e é acusado de fazer o pagamento de propinas da quadrilha. O relatório da PF também traz suspeitas de que jurados que se recusaram a receber benefícios de Aniz, da Beija-Flor, teriam sofrido ameaças.

A presidente da CPI, vereadora Teresa Bergher (DEM), decidiu que só abrirá o relatório hoje, durante reunião da comissão. Ela disse esperar que o conteúdo do relatório seja mais amplo do que o que já foi divulgado pela imprensa. O relator, vereador Rogério Bittar (PMDB), também tem essa expectativa e admite que apenas os indícios divulgados nos jornais não são suficientes.

A CPI pretende ouvir os 40 jurados em duas sessões. Para Teresa, a escolha dos jurados deveria ser tarefa da prefeitura, não da Liesa. Bittar disse que a comissão também vai investigar as condições dos contratos da Liesa com a Prefeitura para a organização do Carnaval. Para ele, há prejuízo para os cofres públicos, já que a prefeitura arca com despesas como a manutenção do sambódromo e só fica com 6% dos R$ 38 milhões arrecadados em ingressos.

O presidente da Liesa, Jorge Castañeira, recém-eleito para substituir o Capitão Guimarães, diz não ter qualquer dúvida sobre a lisura do concurso de escolas de samba do Rio e classificou como "maldosas" as interpretações da PF para trechos das conversas gravadas. Segundo ele, quando Júlio Guimarães se refere a um kit está mesmo falando do conjunto de camisetas, manual, sinopses dos enredos e um CD com os sambas que seria entregue a um jurado substituto.

"Essa CPI é oportuna para mostra como a Liesa funciona com correção. A base do carnaval que fazemos é a credibilidade. Os indícios apresentados pela PF não têm qualquer fundamento", disse Castañeira, que tem depoimento à CPI marcado para o próximo dia 20. Ele pretende reunir hoje na sede da Liesa dirigentes das escolas de samba e jurados para, segundo ele, refutar as suspeitas.

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