Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

13/10/2010 - Diário de Notícias / Lusa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Portugueses enganados em mais de 2,5 milhões de euros


O crime informático movimenta mais dinheiro que o tráfico de droga. Só em Lisboa, a PJ abriu este ano processos crime que indiciam uma perda de mais de dois milhões e meio de euros para as vítimas.

Em declarações à agência Lusa, o inspector da Polícia Judiciária (PJ) responsável pelo combate à criminalidade informática, Rogério Bravo, disse que "entre janeiro e Outubro deste ano o crime económico de 'phishing' representou mais de dois milhões e meio de euros".

O 'phishing' consiste em enviar um e-mail apresentando-se como um negócio legítimo, numa tentativa de levar o destinatário a divulgar informação pessoal e sensível (palavras-chave, números de cartão de crédito e informação bancária) após o ter levado a visitar um website. No entanto, o sítio na net não é genuíno e é criado com o único propósito de roubar informação ao utilizador.

Em Portugal os principais crimes cometidos através do uso de um computador são o 'phishing' e os crimes contra crianças (como pornografia de menores), disse o responsável da PJ à margem da apresentação de um relatório sobre cibercrime.

O estudo, realizado a mais de sete mil pessoas, concluiu que dois em cada três utilizadores de internet já foram vítimas de cibercrime, mas como a maioria não acredita que os criminosos alguma vez sejam levados à Justiça estes delitos são poucas vezes comunicados à polícia.

"O cibercrime move a nível mundial mais dinheiro que o narcotráfico", acrescentou, em declarações à agência Lusa, Javier Ildefonso, director de Marketing da Symantec Ibérica, empresa responsável pelo relatório.

O inspector da PJ lamentou que Portugal não faça parte "da lista das fontes utilizadas para o estudo", deixando um repto aos responsáveis: "Gostávamos de ter uma oportunidade de constar neste tipo de inquéritos, já que não existe nenhum no nosso país".

Em Portugal, os dados que existem são os das queixas que chegam à PJ. E os números revelam que "neste momento não há nenhum cibercriminoso preso em Portugal", segundo informação do inspetor, que garante que "já houve vários" detidos.

Rogério Bravo lamentou que as "pessoas não percebam que quando se ligam à internet perdem a privacidade".

O "Relatório Norton de Cibercrime: o impacto humano" revela que 65 por cento dos utilizadores já foram vítimas de cibercrimes, que vão desde fraudes on-line de cartões de crédito, vírus informáticos a roubo de identidade.

"Tudo o que se escreve na internet vai ficar na internet para sempre", alertou o espanhol Javier Ildefonso, lembrando que é uma espécie de "tatuagem digital", para a qual "não existe nenhuma cirurgia a lazer para a remover".

Sobre a alteração da lei do cibercrime, que faz agora um ano, Rogério Bravo considera que "ainda é muito cedo" para fazer uma avaliação das mudanças: "ainda estamos à espera de ver os reflexos da nova lei" mas parece estar a dar resultados", disse.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 136 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal