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07/10/2010 - Plenário / FaxAju Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Notas falsas - Sindicato dos Funcionários do BC já alertava para a fragilidade do saneamento do dinheiro

Por: Luís Humberto Rocha Carrijo


O caso das notas falsas retiradas esta semana nos terminais de atendimento dos bancos em Sergipe já era um problema anunciado. O número 29 da revista “Por Sinal”, veículo do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central, denunciara a fragilidade do sistema de “saneamento” do meio circulante desde 2005, quando a custódia dos depósitos bancários passou do BC para o Banco do Brasil nas dez capitais onde o órgão tem sede – cidades nas quais circulam mais de 40% da moeda nacional.

Até então, o Meio Circulante do BC fazia o serviço de graça. A atividade foi terceirizada e o BB passou a cobrar dos bancos privados 0,15% do valor depositado. Para fugir a essa taxa, aproveitando-se da imperfeição dos regulamentos, que não os obrigam a submeter todo o dinheiro à custódia, os bancos acharam um “jeitinho”: submetem apenas uma parte ao Banco do Brasil.

A maior parte, porém, “dorme” nos caminhões-fortes das empresas de transporte de valores. É simples: o dinheiro de um caixa sai num caminhão, que fica estacionado na empresa durante a noite, e no dia seguinte segue para abastecer outro caixa. Como as transportadoras de valores não estão sujeitas à jurisdição do BC, e sim à da Polícia Federal, não são obrigadas a sanear o dinheiro que circula.

Dessa forma, notas rasgadas, antigas ou falsificadas – que até 2005 passavam pelo exame criterioso do Meio Circulante do BC – ficam “rodando” sem qualquer vigilância. Só chegam ao Banco Central quando já estão muito velhas, dilaceradas, por enquanto o serviço de destruição das cédulas permanece exclusividade do órgão.

Enquanto circulam, porém, podem cair nas mãos de qualquer um de nós, cidadãos alheios à falsificação, e provocar, pelo menos um grande aborrecimento em nossa vida por estarmos ““distribuindo”, natural e inocentemente notas falsas para custear mesmo trivial.

O fato é que, de um lado, os bancos se previnem, exercendo vigilância quanto ao depósito de dinheiro falso nos balcões de caixa, ao mesmo tempo em que se esquivam de ressarcir o cliente, quando este retira, nos terminais eletrônicos, notas falsificadas.

De outro, a regulamentação para saneamento do meio circulante é frouxa, deixando brechas para que o “jeitinho” atue, e nenhum dos órgãos envolvidos tem a autoridade absoluta quanto à limpeza do dinheiro.

Todo cuidado é pouco

Mais brasileiros correm o risco de ter dinheiro falso no bolso. Desde a estabilização da moeda, com o Plano Real, a Polícia Federal tem registrado aumento na circulação de notas falsificadas. O crescimento médio é de 30%. Em 2008, a apreensão atingiu a marca recorde de 606 mil notas. Só uma quadrilha presa no Rio Grande do Sul por agentes federais teria posto em circulação nada menos de R$ 1,5 milhão falsificados.

O maior alvo são as notas de R$ 50, que respondem por 70% das falsificações; depois vêm as notas de R$ 10, com o equivalente a 15%. Técnicos do departamento do Meio Circulante (Mecir) do Banco Central recomendam prudência antes de pânico. Para eles, é preciso considerar que o dinheiro em circulação no país cresceu em um ritmo ainda maior do que o volume de apreensões de notas falsas. No início do Plano Real, o total de notas em poder do público correspondia a apenas 0,8% do PIB; hoje, chega a 3,7%. Duas outras explicações para isso seriam a estabilidade da moeda e a falta de acesso da população mais pobre à rede bancária que integra o sistema financeiro.

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Comentários


Autor e data do comentário: JOAO BAPTISTA DE LIMA FERREIRA - 11/10/2010 20:38

As transportadoras sao enguadradas na COSIF/tem varias contas do balanco determina que o que e registro financeiro, mesmo a quem transporta grandes valores e por isso foi regulamentado o seguro de cada carro forte.
Baptista



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