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04/10/2010 - Gazeta Digital Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Conferir cédula não é hábito

Por: Laís Costa Marques

Maioria das pessoas despreza as marcas de segurança existentes no dinheiro.

Conferir o papel, olhar a marca d"água contra a luz, perceber a maleabilidade e tatear a figura impressa nas cédulas são algumas das dicas de especialistas para evitar receber notas falsas. Em Mato Grosso a ocorrência é menos comum do que em outros Estados da região Centro-Oeste, mas nem por isso isenta comerciantes do prejuízo. De acordo com o Banco Central do Brasil (BCB), até 20 de setembro deste ano, foram apreendidas 3,319 mil notas falsas, sendo a maioria no valor de R$ 50, com 2,817 mil unidades recolhidas.

Nos estabelecimentos com alta circulação de dinheiro em espécie e até mesmo entre a população, não é comum encontrar quem tenha recebido uma cédula falsa recentemente. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), José Alberto Aguiar, a entidade promove anualmente treinamentos para que lojistas e funcionários aprendam a identificar notas falsas e evitem ser prejudicados com o repasse.

O advogado criminalista e perito criminal Arnaldo Ferreira percorre o país como consultor de instituições financeiras para o treinamento de pessoas. Segundo o especialista, a dificuldade na identificação está justamente na velocidade com que os falsários se atualizam e inovam tecnologias capazes de fraudar os empecilhos criados pela Casa da Moeda.

Ferreira, porém, diz que alguns cuidados são indispensáveis, como a análise da textura, da maleabilidade, das imagens latentes, da fibra colorida e da figura, por meio do tato. "A essência está nos detalhes, naquilo que geralmente passa despercebido".

De acordo com o proprietário da rede de supermercados Modelo, Altair Magalhães, há 2 anos eles não registram a presença de uma nota, mas isso porque são feitos treinamentos regularmente com as equipes de caixa. "Em cidades como Cuiabá, que não possuem porte de metrópole, ainda não é corriqueiro encontrar notas falsas, mas é preciso prevenir". A gerente da Tube, Romilda Tomás, diz que há muito tempo que receberam uma nota falsa e que desde então adotaram uma caneta que ao ser passada na cédula identifica se é falsa ou não.

O contador Tarcísio Mariano diz que quando trabalhava em um estabelecimento chegou a receber uma nota falsa, mas que mesmo assim só costuma conferir o dinheiro quando o valor é acima de R$ 50. "Não são todas as notas que confiro. Somente quando é de R$ 50 que confiro pelo relevo do papel", revela o contador.

Altair Magalhães explica que o procedimento de quando uma nota falsa é identificada é acionar a polícia para verificar a origem. "A última vez que recebemos, a pessoa que estava repassando era idônea e também havia recebido como troco". Nos casos de quando a falsificação não é identificada na loja, é o banco quem geralmente recolhe a cédula e faz o encaminhamento imediato da nota à Polícia Federal.

Por meio de assessoria, o Banco Central diz que as instruções sobre a identificação das cédulas são dadas por meio do site, onde todas as características consideradas de segurança são detalhadas para a verificação. A gerente da loja Kotinha, Helena Nascimento da Silva, diz que todas as funcionárias conhecem os macetes, principalmente depois que foram surpreendidos com o recebimento de dinheiro falso, pego na época por uma funcionária inexperiente.

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