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01/10/2010 - Diário de Pernambuco Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falso médico atuava sem documentos

A polícia acredita que houve negligência por parte do Hospital Santa Genoveva, em Candeias, que contratou o impostor sem comprovação. Cremepe pode abrir sindicância.

Fica cada vez mais complicada a situação do Hospital Santa Genoveva, em Candeias, Jaboatão dos Guararapes, diante do caso do falso médico José André da Silva, de 30 anos, preso na manhã de anteontem durante um plantão. A unidade de saúde não possuía nenhum documento de identificação do profissional contratado como prestador de serviço. O estelionatário se passava pelo oftalmologista Rômulo Pires para atuar como clínico geral na emergência. De acordo com os advogados do Santa Genoveva, o falso médico ficou de entregar os documentos necessários para a contratação, mas nunca levou. Nesse ritmo, ele já estava exercendo ilegalmente a medicina há 30 dias na unidade. A delegada responsável pelo caso, Patrícia Domingos, já informou que houve negligência por parte dos diretores e que o caso será encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). Na manhã de ontem, familiares de uma possível vítima de José André estiveram na Delegacia de Jaboatão para auxiliar nas investigações.

Os advogados do hospital informaram que realizaram todos os trâmites padrões para a contratação do médico. "Ele estava prestando serviço há pouco tempo. Veio indicado por outro médico, checamos o registro no Cremepe e ligamos para os hospitais em que ele disse que tinha trabalhado. Todos confirmaram. Somos vítimas também", defendeu o advogado Djalma Carneiro. José André já havia sido preso, em 2006, pelo mesmo crime. Cumpriu um ano e nove meses de pena. Ele utilizava o carimbo do médico que o teria atendido em Timbaúba. O verdadeiro Rômulo Pires já prestou depoimento à polícia.

O Cremepe convocou os diretores do hospital a prestar esclarecimentos. Segundo a vice-presidente do órgão, Heloísa Carneiro Leão, após a conversa, será decidido se haverá ou não uma sindicância. "Vamos ouvi-los e podemos instaurar o procedimento", disse. Se for instaurado, os diretores poderão responder a um processo ético profissional mas, normalmente, não há interdição da unidade de saúde por esse motivo.

Pagamentos - A delegada Patrícia Domingos jádescobriu um dos mistérios do caso. A forma pela qual o falso médico conseguia receber pagamento. A cada plantão de 12 horas, ele recebia R$ 400 em nome de Rômulo Pires. "Ele assinava como Rômulo e endossava o cheque para ele mesmo. Depois ia a uma agência e sacava apresentando um documento de identidade verdadeiro", disse.

Na manhã de ontem, estiveram na Delegacia de Jaboatão familiares de uma possível vítima de José André. A paciente teria sido atendida em março pelo falso médico na emergência do hospital e veio a falecer em virtude de outros problemas de saúde. Segundo a delegada, José André realmente é técnico em enfermagem. No entanto, o Conselho Regional de Enfermagem não localizou o seu registro profissional.

"Ouvimos os familiares, mas a mulher realmente morreu devido a outras circunstâncias. Ainda assim é importante que os pacientes compareçam à delegacia", salientou. Os pacientes atendidos pelo falso médico devem procurar a Delegacia de Jaboatão Centro. Denúncias podem ser feitas pelo 3184-3439. Há informações de que ele atuava em outros hospitais na RMR. (Adaíra Sene)

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