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27/09/2010 - EPTV.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Câmara abre CPI para investigar fraude em contratos

Documento do MP diz que lobista de quadrilha tinha contato com o prefeito.

Vereadores de Indaiatuba votaram pela abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito na sessão da Câmara na noite desta segunda-feira (27) para investigar denúncias de fraude em licitações no município. Vereadores da cidade tiveram acesso ao relatório do Ministério Público na sexta feira (24). O documento foi feito com base no monitoramento da Polícia Federal de conversas telefônicas e e-mails.

Três vereadores foram nomeados a fazer parte da CPI: Luís Alberto Pereira (Cebolinha), Fábio Marmo Ponte e Augustinho Andrade Júnior. Na manhã desta quinta-feira (28), os membros da comissão vão definir quais funções cada um vai desempenhar. Na ocasião, eles terão acesso ao relatório do Ministério Público.

Posição da Prefeitura de Indaiatuba

A assessoria de imprensa de Indaiatuba disse que o prefeito nunca teve contato com os envolvidos na suspeita de fraude e que o Serviço de Abastecimento de Água e Esgoto da cidade é separado da prefeitura, por se tratar de uma autarquia. Já a assessoria do Saae, informou que ainda não houve uma notificação oficial, mas, com base nas informações divulgadas pela imprensa, foi aberta uma sindicância interna para apurar os fatos. A servidora Fernanda Milanezi nega envolvimento com a quadrilha.

Entenda o caso

No relatório do Ministério Público, os promotores falam da influência do que eles chamam de organização criminosa sobre a administração municipal de Indaiatuba e do acesso direto do lobista Emerson Geraldo de Oliveira ao prefeito Reinaldo Nogueira. Em uma trecho gravado de conversa telefônica, o lobista chega a dizer que se fosse necessário ligaria direto para o gabinete do prefeito.

No documento, a fraude de uma licitação através do serviço de abastecimento de água e esgoto da cidade é citada. Isso teria ocorrido em março deste ano e, segundo os promotores, com clara preocupação dos investigados em monitorar as empresas inscritas no processo licitatório. O objetivo era fazer com que as empresas deixassem de participar - oferecendo vantagens financeiras, por exemplo, e garantindo a vitória do grupo de José Carlos Cepera, que seria o chefe da quadrilha.

Ainda segundo o documento, uma funcionária do Saee, Fernanda Milanezi, passava informações privilegiadas para favorecer os interesses da organização e intermediava pedidos como este, de prorrogação do prazo final da licitação, para que houvesse tempo suficiente de fazer o acerto com as outras empresas.

E segundo os promotores, os suspeitos falam que Reinaldo Nogueira pediu apoio para a campanha política. Os valores seriam negociados depois dele ganhar.

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