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28/09/2010 - Olhar Direto Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Pivetta é acusado de dar colote milionário

Por: Auro Ida


O candidato a vice na chapa de Mauro Mendes, deputado Otaviano Piveta (PDT), deu um calote milionário na empresa Noble do Brasil Ltda. O processo, em fase de execução, corre na comarca de Nova Mutum e, apesar dele ser uma pessoa conhecida, os oficias de justiça não conseguem notificá-lo. A demanda é de milhões de dólares americanos e quase criou um atrito internacional, tendo, inclusive, ganho espaço na m�­dia nacional mas sem citação de nomes.

Tudo começou, anos atrás, quando o camioneiro, que ficou milionário em Mato Grosso sem ganhar na Mega Sena, vendeu antecipadamente a safra de soja. Recebeu os recursos e ficou de entregar o produto após a colheita, como faz centenas, milhares de produtores mato-grossenses.

Piveta, segundo informações, teria vendido a saca de soja por R$ 9 dólares e quando da época da entrega o produto estava em R$ 12 dólares. Diante do "prejuí­zo" que teria, ele tentou fazer um movimento para que nenhum produtor cumprisse o contrato de venda antecipada, o que não acabou acontecendo.

"Só ele não entregou o combinado", informou um corretor. A Noble do Brasil ingressou, então, com processo com o candidato a vice e a sua empresa Vanguarda. Quando os oficiais de justiça chegaram as suas fazendas, não havia mais nenhuma saca de soja. Sendo fiel depositário, o juiz chegou a decretar a sua prisão, mas Otaviano Piveta chamou a empresa para um acordo.

No entanto, não cumpriu o acordo e, diante disso, a Noble do Brasil solicitou o bloqueio de seus bens via on line. O juiz titular do caso chegou a determinar o bloqueio, porém, como o vice não foi notificado por, pasmem, morar em Cuiabá, os seus bens continuram livres de qualquer empecilho.

O processo corre na segunda vara, sendo o juiz do caso João Thiago de França Guerra. Quem quiser saber detalhes, basta acionar o site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (www.tjmt.jus.br) e verificar na comarca de Nova Mutum. O exequente é Noble do Brasil Ltda e os executados Otaviano Olavo Piveta e a Vanguarda do Brasil S/A.

O que causa espanto é a morosidade da justiça em cumprir uma decisão liquida e certa, sob argumento que não consegue notificar o camioneiro. É triste ver esse tipo de argumento e, ao mesmo tempo, em que o dito cujo posa de cidadão honesto, cumpridor dos seus deveres e disputando um cargo importante, que é de vice governador.

Otaviano Piveta cometeu, primeiro, estelionato ao ser fiel depositário e não entregar o produto, no caso, a soja e, segundo, está cometendo estelionato eleitoral ao esconder dos votantes os casos obscuros de sua vida como empresário rural. Se fosse pobre, seria taxado de 171, no entanto, como ficou milionário "plantando soja", é chamado de "devedor", um eufemismo para evitar vexame.

Recebi, nos últimos dias, mais processos sobre esse cidadão, que posa de moralista por estar ao lado do ex-procurador da República, Pedro Taques, candidato ao Senado, quando, na verdade, o seu passado não é nada recomendável. A minha intenção era apenas divulgar os casos após as eleições para evitar qualquer conotação polí­tica. Confesso, porém, que não aguentei ver "caloteiro mor" chamar os outros de caloteiro e posando de "bonzinho". O povo de Mato Grosso merece saber realmente quem é Otaviano Olavo Piveta, principalmente de Cuiabá, já que o dito cujo pretende ser candidato a prefeito da capital em 2012.

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