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30/09/2010 - Revista INCorporativa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Por que as pessoas compram pela internet apesar do medo de fraudes?


Mais de 1 milhão de paulistanos já foi vítima de algum tipo de crime virtual. É o que revela a sondagem sobre fraude virtual feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) e divulgada dia 27/9, durante o II Congresso de Crimes Eletrônicos e Formas de Prevenção, também organizado pela entidade. De acordo com os dados da sondagem, a violação mais comum na internet é a clonagem de página pessoal, 23,53% dos paulistanos relatam já ter sido vítima deste tipo de ataque virtual. A pesquisa também aponta que a prática é mas comum entre o público feminino – 28,36% das mulheres já passaram por esta situação. Com os homens, a porcentagem é consideravelmente menor, 17,31%.

Desvio de dinheiro da conta bancária e compras indevidas realizadas no cartão de crédito estão empatados como o segundo crime mais frequente da web, 22,69% dos paulistanos já passaram por uma dessas situações. Curiosamente esta proporção se altera bastante quando analisada a camada da população que tem rendimentos mensais acima dos 10 salários mínimos. A assessora econômica da Fecomercio, Kelly Carvalho, afirma que o desvio de dinheiro da conta bancaria é o ataque mais comum para quem está neste estrato da população. A clonagem de página virtual atinge somente 3,7% das pessoas com esta faixa de renda, mas 40,74% delas relatam que já tiveram o dinheiro desviado e 33,33% já foram vítimas de compras indevidas com o cartão de crédito. Kelly justifica os números, “isso acontece porque são pessoas que buscam mais praticidade e costumam usar mais serviços de home banking e compras pela internet, às vezes sem as proteções adequadas”. A economista ressalva que, mesmo com antivírus e firewalls, o uso mais frequente desses serviços aumenta o risco de sofrer um ataque.

A sondagem também revela que, após sofrer algum tipo de ataque, a atitude mais comum do internauta é fazer um Boletim de Ocorrência (BO) e, em seguida, encerrar a conta no site utilizado. Cancelar cartões de crédito também é uma ação frequente – 17,21% dos paulistanos já fizeram isso após ter as informações usadas indevidamente na internet. Os bancos não costumam ajudar muito nos casos de desvio de dinheiro, e só resolvem ou reembolsam as pessoas em 14,75% das vezes. Apesar do crescente número de ataques e fraudes na internet, poucas pessoas deixam de usar a web para qualquer tipo de transação, mesmo após ter sido vítima de um ataque. “65,57% dos paulistanos que já sofreu algum ataque continua usando a internet normalmente para realizar transações. Isso porque a web é mais do que uma tendência, é um futuro inexorável”, comenta o presidente do Conselho Superior de Tecnologia da Informação da Fecomercio, Renato Opice Blum.

Rapidez ou praticidade?

Qual é o fator que vem impulsionando as compras na internet? De acordo com a sondagem da Fecomercio, a praticidade de comprar sem sair de casa, sem ter de enfrentar o transito da cidade e as filas das lojas é, de longe, o fator mais importante na avaliação dos paulistanos – 45,62% deles apontam este como o principal motivo para fazer compras pela web.

A preocupação com o valor a ser gasto com os produtos adquiridos aparece em segundo lugar. Fundamental para 30,28% dos paulistanos, esta exigência costuma ser suprida pelas facilidades para realizar pesquisas de preço na internet, o que deixa o internauta confiante de que estar comprando produtos a preços justos. A confiança na empresa também conta muito, sendo considerado primordial para 23,31% dos paulistanos.

Os outros pontos que foram mencionados na sondagem são: diversidade de forma de pagamento (importante para 0,4% dos internautas), indicação de amigos e, finalmente, a rapidez (ambos com 0,2%).

Quanto aos fatores impeditivos para o avanço desta modalidade de compras, o que mais se destaca é o receio de fraudes, principalmente do desvio de dinheiro da conta bancária e do uso indevido de dados pessoais fornecidos na hora da compra, como o CPF e o RG – 63,74% dos paulistanos não realizam mais compras na internet por este motivo. A necessidade de ver pessoalmente o produto antes da compra é uma restrição para 17,9% dos paulistanos, e a taxa de frete para 8,49%.

Medo de ter algum dado fraudado é mais forte entre as pessoas que tem renda de até 10 salários mínimos, 66,21% deles consideram este o principal impedimento para ampliar a quantidade de compras feitas pela web. Esta porcentagem cai para 48,55% entre os internautas com faixa de renda superior a este limite. Paralelamente, a preocupação em ver o produto antes da compra é maior para o grupo com maior renda – 31,79% deles valorizam esta questão acima das demais.

Redes Sociais e outros hábitos do internauta

Um dos principais motivos para o paulistano acessar a internet, entretanto, não está ligado às compras, home banking ou pesquisa de preços, mas a interação com as redes sociais – Twitter, Facebook, Orkut e outras –. 73,88% dos internautas acessam, pelo menos, uma delas. Se analisados pela idade, os números são um pouco diferentes. Entre os internautas com mais de 34 anos, 61,05% acessam alguma rede. Já entre aqueles com 34 ou menos, a porcentagem cresce bastante, atingindo 85,32% dos paulistanos.

A rede social mais acessada é o Orkut, onde interagem 82,08% dos internautas. A ferramenta de Comunicação instantânea MSN também é muito popular, sendo usada por 74,91% das pessoas no município. O Facebook atinge 23,98% e o Twitter, 16,69%. Novamente, a faixa da população que mais foge da regra é aquela com renda superior a 10 salários mínimos. Entre eles, o MSN é usado por 68,61%, o Orkut, 66,42%, o Facebook, por 43,8%, e o Twitter, por 19,71%.

Outra prática comum, baixar filmes e músicas não é considerado um crime pela maior parte da população da capital paulista. Somente 23,56% dos internautas consideram estes atos uma violação da lei de direitos autorais. O que não é comum para os internautas é se cadastrar em sites para receber conteúdos e promoções especiais. Somente 35,53% deles têm este costume, em grande parte porque, na opinião de 64,84% dos paulistanos, os sites não apresentam informações claras e precisas dos produtos que vendem.

O II Congresso de Crimes Eletrônicos e Formas de Prevenção acontece nos dias 27 e 28de setembro, é realizado pelo Conselho Superior de Tecnologia da Informação da Fecomercio com o patrocínio da TechBiz Forense Digital e da AlertBoot, e contará com o apoio do Google, LocaWeb, Sociedade dos Usuários de Informática e Telecomunicações de São Paulo (SUCESU-SP), Brasscom, AIESEC, Associação Brasileira de Internet (Abranet), Escola Paulista de Direito, Grupo Impacta Tecnologia, Security Leaders, Risk Report, PricewaterhouseCoopers, IPDI e da Seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).

Nota Metodológica

A segunda pesquisa sobre Crimes Eletrônicos foi desenvolvida pela Assessoria Econômica da Fecomercio e tem o objetivo de captar a percepção dos usuários de internet sobre o tema. A amostra conta com 1.095 entrevistados do município de São Paulo, entre os dias 16 e 17 de agosto de 2010, e pretende analisar também o comportamento dos usuários e como se relacionam com as redes sociais.

Sobre a TechBiz Forense Digital

A TechBiz Forense Digital é a maior integradora da América Latina de soluções de investigação, auditoria, resposta a incidentes, combate a fraudes e crimes digitais. Seu trabalho é oferecer as melhores soluções na área de Computação Forense, desenvolvidas por um time seleto de parceiros internacionais. Em seu portfólio, estão diversas soluções integradas de hardware e software, baseadas nas melhores práticas para construção de inteligência, coleta, aquisição, preservação, identificação, extração, restauração, análise e documentação de provas digitais.

Sobre a AlertBoot

A AlertBoot fornece soluções completas de segurança e criptografia para empresas e usuários finais, por meio de um serviço de encriptação de discos rígidos internos e externos, seja em laptops, desktops e dispositivos USB. Com baixo custo total de propriedade, a solução é comercializada no modelo de software como serviço (SaaS) e pode ser gerenciada pelo administrador via cloud computing, sem a necessidade de um servidor dedicado. Com sede em Las Vegas (EUA), a AlertBoot conta com escritórios na Índia e acaba de iniciar operação no Brasil por meio da abertura de uma subsidiária local.

Sobre a Fecomercio

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Representa empresas e congrega 152 sindicatos patronais, que abrangem cerca de 700 mil companhias e respondem por 11% do PIB paulista – aproximadamente 4% do PIB brasileiro – gerando em torno de cinco milhões de empregos.

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