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07/06/2007 - Expresso da Notícia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Crescem os perigos do phishing, um novo nome para velhos golpes


O "phishing" é um novo nome para velhos golpes. O Departamento de Proteção ao Comércio britânico (Office of Fair Trading) está divulgando em seu site (www.oft.gov.uk) uma relação completa das táticas de "phishing", um tipo de fraude muito comum na internet que consiste em atrair internautas para páginas falsas por meio de e-mails que simulam ser de um banco, de uma empresa ou órgão do governo. Segundo o departamento, muitos usuários de internet são também enganados ao navegar em sites criados por criminosos especialmente para roubar dados financeiros e de contas bancárias.

Os bancos britânicos perderam 23,2 milhões de Libras em 2005, um volume de prejuízos 90% superior ao registrado no ano anterior. Em 2005, os casos denunciados pularam de 18 ocorrências em janeiro para 353 em dezembro.

Em 2006, um estudo feito nos Estados Unidos, intitulado "Why Phishing Works", identificou uma tendência preocupante para os internautas de todas as idades. Mesmo advertidos dos perigos da navegação, durante um teste feito com internautas experientes, 40% deles fez uma escolha errada, caindo em alguma das armadilhas dos "phishings",

Um dos autores da pesquisa, o professor Rachna Dhamija, da Universidade de Harvard, disse que esperava encontrar algumas poucas pessoas que poderiam cair nos golpes, mas se revelou surpreso com os porcentuais tão altos de vítimas, "até mesmo entre usuários mais experientes".

Correntes, prêmios e vantagens

Segundo o Office of Fair Trading, uma fraude ainda muito comunm é o e-mail que anuncia que o destinatário estaria a ponto de sofrer um acidente terrível, ou que poderá receber algo fantástico logo. As palavras formam uma mensagem-padrão e repetitiva, enviada a milhares de internautas, mas às vezes, com um ou dois detalhes pessoais secundários, ganham um ar de autenticidade para alguns usuários da web, mesmo os mais experientes.

Neste momento, ocasionalmente, a vítima acaba cedendo à tentação da curiosidade ou do medo de lhe ocorrer algo terrível e clica no link indicado na mensagem, sendo remetido para a "página-armadilha" ou, o que também é terrível, permite a instalação de um programa que irá capturar seus dados pessoais e financeiros, armazenados no computador.

As falsas mensagens de bancos, em geral, pedem em geral que a vítima visite o site da instituição, uma página falsa, com layout clonado, que pedirá ao internauta para preencher detalhes para atualizar sua segurança. As vítimas se esquecem que o seu banco não precisa de detalhes financeiros que já dispõe em seus arquivos.

Outra mensagem muito utilizada pelos falsários é a de um suposto ministro ligado à exploração do petróleo corrupto, um gerente de banco russo ou um político asilado - todos perfis falsos. A mensagem menciona que o remetente teria acesso a milhões de dólares que ele precisa retirar "secretamente" do país. Em troca da "gentileza" de permitir que a sua conta bancária seja usada para abrigar a significativa soma em dinheiro, o remetente solicita uma pequena particiapação de 10%. Na mensagem, ele diz que precisa somente dos dados bancários da vítima.

Como toda mensagem promissora, não podem faltar os jogos de azar e loterias. As mensagens anunciando um prêmio de loteria também proliferam. O autor pede uma "taxa de administração" para fazer a gentileza de enviar o polpudo prêmio em dinheiro. É claro que, após a vítima pagar a "taxa", o prêmio nunca chegará...

A deturpação do chamado "marketing de rede" é outra modalidade de golpe constatado pela polícia britânica. Algumas vítimas são convencidas a comprar um equipamento para fazer roupas simples ou brinquedos, porque o fraudador promete comprar toda a produção. Entusiasmada, a vítima envia o dinheiro para adquirir o equipamento e o material, que nunca chegarão à sua casa.

Novo nome para velhos golpes

As fraudes praticadas pela internet já atingiram 20 bilhões de libras por ano na Inglaterra, de acordo com Mike Bowron, diretor da Polícia de Londres. A cifra equivale a uma média de 330 libras de prejuízo anual por habitanteo. Segundo Bowron, a internet tornou mais fácil para criminosos atingir grandes contingentes de vítimas em casa e no trabalho.

Para a polícia birtânica, os golpes praticados por meio do "phishing" obtêm sucesso muitas vezes em razão da ganância da própria vítima, que prevê ganhos fáceis e se deixa influenciar pelas mensagens. O conselho para as pessoas que recebem os e-mails não solicitados é simples. "Não responda a eles, não clique nos links na mensagem e não corte e cole um endereço indicado pela mensagem em seu "browser" (navegador web) - recomenda o Office of Fair Trading.

O departamento britânico é enfático: "Não siga os links de e-mails não solicitados por simples curiosidade - os sites sugeridos podem tentar infectar o seu computador com softwares maliciosos conhecidos como "trojans", que podem cptar dados pessoais e bancários, além de bloquear a ação dos programas anti-vírus e firewalls", recomenda o órgão de proteção ao consumidor.

Os bancos britânicos vêm anunciando medidas de combate aos "phishers". Pouco depois de cinco meses depois de instituir novos procedimentos de segurança para o código de acesso de seus clientes, o Lloyds TSB informou que nenhum de seus 23.500 clientes tiveram qualquer problema de segurança ao utilizar a internet. Apesar do sucesso inicial dessas medidas, porém, o banco ainda irá decidir se irá expandir o serviço a todos seus clientes on-line.

Os especialistas em segurança alertam para as ameaças para a privacidade financeira nos postos de internet pública. A navegação em conexões sem fio - WiFi - em locais públicos, como cafés, restaurantes e hotéis - devem ser analisadas com cautela. O usuário deve se assegurar de que o local possui uma rede segura, com dispositos que evitem fraudes. O mesmo conselho vale para quem utiliza internet em cybercafés e computadores de escolas e mesmo em locais de trabalho.

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