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28/09/2010 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha de golpistas é presa em Ananindeua


Policiais da Delegacia de Polícia Especializada (DRE), da Polícia Civil, prenderam na tarde de ontem, em Ananindeua, uma quadrilha de cinco homens acusados do crime de estelionato. O bando tentou sacar R$ 8.300,00 de uma agência bancária relativos a um empréstimo conseguido na mesma agência utilizando documentos falsos. A polícia acredita que o grupo vinha agindo há pelo menos um ano.

O delegado Neivaldo Silva informou que a prisão da quadrilha ocorreu depois que funcionários da própria agência bancária, onde o dinheiro seria sacado, denunciaram a fraude.

Uma equipe à paisana foi posicionada estrategicamente à espera dos integrantes do bando. “Nós recebemos a denúncia, fizemos todo o levantamento da situação e nos posicionamos na porta do banco que eles iriam sacar. Esperamos o momento certo para agir e conseguimos prendê-los ainda com os documentos falsificados”, explicou Silva.

No início da tarde de ontem, por volta das 13h, os acusados chegaram de carro na agência do Bradesco da BR-316. Max Sousa dos Santos Júnior foi quem se apresentou em um dos guichês de atendimento para efetuar o saque. Quando foi confirmado que fora ele a pessoa que realizou o empréstimo e o mesmo foi detido.

Outras quatro pessoas também foram presas no mesmo momento: Antônio Marcos da Costa Moreira, Gilson Chaves Hage, Nicholas Melo da Silva e Sílvio Jean Teixeira de Carvalho, este último acusado de ser o líder do grupo. Antônio Marcos alegou que estava de carona no veículo, mas a polícia descobriu que ele já respondeu processo na Justiça pelo crime de estelionato.

O delegado Neivaldo informou ainda que Sílvio Jean e Max Sousa também já respondem criminalmente à acusação de estelionato.

Apenas Nicholas foi preso pela primeira vez. Sílvio Jean foi preso portando uma identidade falsa com o nome de Ivanildo de Lima Ferreira. Acredita-se que Sílvio pode ter usado o documento falso para aplicar o golpe em outros bancos.

O GOLPE

Em depoimento preliminar, Max relatou ao delegado Neivaldo que foi cooptado por Sílvio Jean para participar da fraude. Max Sousa utilizou uma carteira de identidade falsa, que Sílvio Jean disse ter comprado por R$ 200,00 na feira do Ver-o-Peso, com o nome de Wellington das Chagas Lameira.

Max possuía também um contracheque e um cartão de crédito com o nome da vítima a qual eles já tinham conseguido os dados pessoais. Ele informou que o dinheiro arrecadado seria dividido entre os integrantes da quadrilha.

De posse dos documentos, Max tentou fazer empréstimos em várias agências bancárias. Em uma delas o empréstimo seria de R$ 3.000,00. Porém, em todas as agências, o pedido de empréstimo foi negado.

Na manhã de ontem, o bando se dirigiu até a agência do Bradesco, onde Max realizou os procedimentos para efetuar o empréstimo. A situação foi analisada e ele seria informado sobre a autorização para o empréstimo e quando o dinheiro estaria em sua conta.

Foi um pequeno detalhe que levou à identificação da fraude e à consequente prisão dos cinco acusados. Max deixou com o funcionário do banco um número de celular para que fosse contatado.

Acontece que o nome da vítima da quadrilha já possuía cadastro de um empréstimo anterior feito com um correspondente bancário do Bradesco.

Na hora de avisar Max sobre a aprovação do empréstimo, um funcionário da agência ligou para o telefone residencial da vítima da quadrilha que constava no cadastro.

A vítima foi informada da aprovação do empréstimo e este negou que tivesse feito uma nova solicitação de crédito. Foi então que se descobriu a fraude e funcionários da própria agência comunicaram à polícia do fato. Após o alerta dado à polícia, os funcionários foram orientados a informar Max da aprovação do empréstimo, mas era só a “isca” para se chegar até ao bando.

O delegado Neivaldo disse que as investigações sobre a atuação da quadrilha estão apenas começando, mas que acredita que eles já vinham atuando há cerca de um ano. Questionado se os bancos não deveriam exigir um maior nível de segurança para o caso de empréstimos, o delegado respondeu: “essa quadrilha se especializou nesse tipo de crime. O fluxo de pessoas que conseguem estes empréstimos é muito grande, portanto fica difícil manter a segurança”, afirmou.

Neivado Silva acrescentou que as investigações sobre a atuação da quadrilha estão apenas começando. A hipótese da participação de um funcionário da agência não está descartada, disse o delegado. O delegado acrescentou que será investigada a origem da carteira de identidade usada pela quadrilha.

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