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27/09/2010 - O Dia Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Quadrilha usava alta tecnologia para transmitir dados de cartões clonados

Por: Isabel Boechat, Leslie Leitão e Paula Sarapu

Arquivos copiados por chupa-cabra eram transmitidos pela internet via bluetooth.

Rio - Uma quadrilha que atuava com sofisticação na clonagem de cartões de banco e movimentava, pelo menos, cerca de R$ 100 mil por dia, começou a ser desarticulada por agentes da Corregedoria da Polícia Civil (Coinpol), nesta segunda-feira. Isto porque três dos envolvidos são policiais civis, acusados inclusive do fornecimento de informações privilegiadas de investigações e operações a traficantes. Daí o nome da ação: Traidor. O grupo usava alta tecnologia para copiar dados de cartões clonados e transmitir informações pela internet.

A quadrilha passava os dados dos clientes automaticamente via bluetooth - técnica usada para transferir arquivos -, que estava acoplado a um chupa-cabra - aparelho usado em caixas eletrônicos por golpistas, para copiar iformações. Além disso, o grupo contava com uma microcâmera presa nos caixas eletrônicos. Assim, um integrante da quadrilha se posicionava com um laptop, atrás das vítimas que usavam os equipamentos, e assim as senhas dos clientes, filmadas, eram passadas diretamente para o computador.

Ainda na madrugada desta segunda-feira, cerca de 100 policiais civis com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) saíram com o objetivo de cumprir 12 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão. A ação foi realizada em diversos pontos do Rio e Região Metropolitana, como Niterói, Maricá, Itaboraí e Baixada Fluminense. Em um dos endereços, na Rua 21, em Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias, a polícia encontrou o laboratório da quadrilha. Até o fim da tarde foram presas seis pessoas, sendo que uma delas em flagrante. Outros seis integrantes do grupo continuam foragidos.

No local foram encontrados centenas de cartões de banco, máquinas e material para a confecção de cartões, tarjas magnéticas, aparelhos conhecidos como chupa-cabras, além de dezenas de dispositivos de vídeo de celulares. Esses equipamentos eram retirados dos aparelhos telefônicos e colocados nos caixas dos bancos, onde através de furos microscópicos era possível filmar o cliente digitando a senha do respectivo cartão a ser clonado.

Segundo agentes da Corregedoria, a quadrilha era investigada há cerca de 18 meses. Foram presos na ação, os policiais civis: Ricardo Perrota de Carvalho - era lotado na Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e foi transferido recentemente para a Deam de Belford Roxo e Marcos Gomes da Silva - lotado na DRFA. Além disso, Jorge Luiz Dias da Silva - da 73ª DP (Neves), que é candidato a deputado estadual, foi detido e logo em seguida liberado. Por ser candidato, ele só poderia ser preso se fosse em flagrante.

Além dos policiais, os agentes prenderam Luiz Antônio Gonçalves, o Luizão, Clodoaldo Lima de Oliveira - ele era o inquilino da casa onde funcionava o laboratório da quadrilha e irmão do líder da bando, Clóvis Lima de Oliveira, que junto com sua mulher Flávia comandavam o esquema. A tia de Clóvis, Maria Vilani de Lima, foi presa em flagrante. Em sua casa também foram encontrados equipamentos utilizados nas fraudes.

O casal Clóvis e Flávia está foragido. A polícia tem informações de que eles estejam no Ceará. Ainda segundo os policiais, Clóvis seria natural da cidade cearense de Crateus e selecionava em cidades próximas, no nordeste, mais comparsas para o seu bando.

Ainda de acordo com informações dos agentes, os policiais presos faziam a segurança dos integrantes da quadrilha e os avisavam sobre qualquer operação de delegacias especializadas para desarticular quadrilhas de cartões. A Coinpol investiga ainda se os policiais também passavam informações privilegiadas de outras operações a traficantes.

Segundo os policiais, a quadrilha nem sempre clonava totalmente os cartões. Uma vez com os dados e as senhas do cliente, os criminosos confeccionavam apenas a tarja magnética dos cartões e por isso, pouco importava se os cartões eram de supermercados, planos de saúde ou lojas de departamentos.

"Dessa forma ainda ficava mais econômico. Para realizar os saques, a máquina lê a tarja magnética. Eles clonavam os cartões exatamente iguais aos dos clientes dos bancos quando realizavam comprar em lojas do varejo. Para isso eles utilizavam identidades falsas, mas com suas fotografias. Além da sofisticação de filmar a mão do cliente digitando sua senha. Uma membro da quadrilha se posicionava próximo ao caixa eletrônico e com um laptop já conseguia adiantar uma boa parte das informações, mas a parte operacional era mesmo feita nos fins de semana, quando faziam a troca dos equipamentos, que, inclusive, tinham tecnologias diferentes. Uma para cada tipo de caixa eletrônico", explicou um dos agentes durante a operação.

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