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27/09/2010 - Jornale Curitiba / O Diário de Maringá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsa venda da RTV pode ser maior golpe do Paraná

Empresário de Maringá teve sua concessão vendida sem sua autorização.

O empresário do ramo de comunicação João Batista Cioffi, 66 anos, de Maringá, teve a concessão e a estrutura de uma de suas emissoras supostamente vendidas sem sua autorização ou conhecimento. A denúncia foi registrada, na manhã de sexta-feira, na 9ª Subdivisão Policial (SDP) de Maringá.

O empresário relatou que a concessão da RTV Canal 36, de Londrina, foi transferida no papel, para uma pessoa de Goiânia que afirma ser consultor de negócios, pelo valor de R$ 9 milhões - em títulos do governo federal.

Na denúncia, Cioffi acusa o londrinense Mauri Viana, com o qual manteve parceria na produção de programas independentes, de ser o autor do golpe.

Além de dono da produtora, Viana era apresentador da RTV Canal 36. Como prova de que a transação ilegal teria ocorrido, Cioffi entregou à polícia uma cópia de um e-mail no qual o comprador, José Luiz Ribeiro, que atuaria na compra e venda de títulos do Tesouro Nacional, confirma a "aquisição" e impõe prazos para que a venda seja concretizada.

Em entrevista ao Diário de Maringá, Cioffi conta que a transação teria ocorrido em julho passado, mas disse que só tomou conhecimento dias depois, após o "comprador" estranhar a demora na entrega dos documentos. "Quando descobriu que tudo não passava de uma farsa, ele (Ribeiro) me enviou um e-mail pedindo para que eu tomasse as providências cabíveis", contou ele.

Cioffi conta que, após receber os títulos no valor de R$ 9 milhões, Viana propôs uma reunião no final de junho para tentar convencê-lo a entregar a concessão pelo valor de R$ 2 milhões. O empresário teria dito que, por R$ 6 milhões, ele vendia a emissora. Após um novo encontro, dias depois, com presença do suposto consultor, Viana decidiu procurar a polícia com receio de tráfico de influência.

"Quando deixei a reunião, ainda parado na porta, escutei o Viana dizer que estava trabalhando para um candidato e, caso ele se elegesse, o problema seria resolvido em Brasília", disse. "Penso que ele está querendo ganhar tempo até depois das eleições", acrescentou o empresário.

Temendo por desdobramentos que possam culminar com a perda da concessão - que vence em dois anos -, Cioffi afirmou que além de levar o caso ao conhecimento da Polícia Civil, encaminhou cópia do contrato de venda e do boletim de ocorrência (B.O.) ao Ministério das Comunicações, à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ao Ministério Público Federal (MPF) e, informalmente, à Polícia Federal (PF).

"Estou fazendo a minha parte, até para que amanhã ninguém alegue desconhecimento", disse Cioffi. "A Justiça não socorre os que dormem", comentou o empresário. Uma nova reunião envolvendo Cioffi, Viana e Ribeiro foi agendada para 1º de outubro, em Londrina. Do encontro, o suposto consultor espera sair com um acordo amigável.

"Creio que o Mauri [Viana] resolva tudo isso. Do contrário, vou registrar boletim de ocorrência contra ele por estelionato, porque ele não poderia ter vendido algo do qual não era dono", ameaçou Ribeiro, que adianta que também entrará com ação por danos material e moral contra Viana e Cioffi.

Cioffi disse que já tentou manter contatos com Viana, mas que ele teria desaparecido de Londrina. Ele diz ter uma ação pronta para ajuizar contra Viana caso o ex-parceiro comercial não apareça na reunião de 1º de outubro.

Se a denúncia for confirmada, este seria o maior golpe de que se tem notícia já aplicado no interior do Estado do Paraná.

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