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25/09/2010 - Expresso MT Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Vendedor de doce vira milionário ao se passar por morto

O “Caso Olympio” é um dos mais polêmicos das últimas décadas em Mato Grosso e no Brasil.

Nunca da história jurídica uma pessoa morta “ressuscitou” para pagar uma dívida, que na realidade nunca existiu.

O homem vivo, que representou o homem morto é um vendedor de doces. Com sua identificação mantida em sigilo, o falso Olympio José Alves – o verdadeiro Olympio morreu aos 86 anos em São Paulo em 2005 -, sentou junto com o advogado José Henrique Fernandes Alencastro, na frente do juiz Marcos José Martins de Siqueira na sala de audiências da 3ª Vara Cívil na tarde de 26 de janeiro deste ano. Sentou e assinou a Ata de Audiências.

A Justiça, no entanto, ainda investiga uma outra denúncia de que a audiência foi apenas simulada. O processo que sumiu misteriosamente durante um assalto apareceu anonimamente no Tribunal de Justiça.

Só que, a letra da Ata de Audiência das promissórias de uma falsa dívida de R$ 8.115.895,39 para a empresa “fantasma” Rio Pardo Agro Florestal Ltda, representada pelo empresário André Luiz Guerra, também falso sócio usou um CPF falso para ser incluído na empresa também é falsa.

Um perito Domingos Tochetto, o mesmo que trabalhou no “Caso PC Farias”, segundo reportagem do jornalista Jonas Campos da TV Centro América, foi taxativo em afirmar que as assinaturas da Ata de Audiência e das promissórias são falsas. Ou seja, a letra não é a mesma do verdadeiro Olympio Alves, já morto desde 2005.

A letra da assinatura das promissórias, segundo ainda o perito, é aproximada coma verdadeira de Olympio no caso das assinaturas das promissórias da suposta dívida de mais de R$ 8 milhões apresentadas pela empresa Rio Pardo Agro Florestal Ltda.

Só que, a letra da assinatura da Ata de Audiência é totalmente diferente, uma falsificação grosseira. As diferenças, segundo ainda o perito Domingos Tochetto, se deva ao fator de no primeiro caso alguém tenha feito as assinaturas comparando uma letra e outra, e no segundo caso os falsificadores não tiveram a mesma cautela.

O caso agora, junto com todas as denúncias, inclusive com o surgimento da cópia do processo que sumiu e apareceu anonimamente. Junto as declarações do falso Olympio e do advogado Henrique Alencastro, que já se apresentaram e foram ouvidos, inclusive com as denúncias de que a audiência do acordo foi apenas simulada, serão apreciadas pelo Pleno do Tribunal de Justiça que ficou de se reunir nesta quinta-feira (23).

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